08
jul
2013

7 dicas para falar bem em público

Por Elvira Costa >>

Ao invés de decorar, eu tenho uma prática que me ajuda a preparar apresentações. Escrevo como se estivesse falando.

7 dicas para falar bem em públicoEsse tema é tão conhecido, tão debatido, das rodas de amigos às salas de aula, e continuará sendo. Pois somos seres de comunicação. Todo mundo já passou por situações em que precisou falar bem, e às vezes até deu errado, mas a vida continuou e outras situações surgiram. Então, não tem jeito. Invariavelmente, a habilidade de falar em público é exigida. Pensando no assunto, reuni algumas dicas sobre o tema, com base em experiências pessoais.

1. Aprenda com o erro: todo mundo, em algum momento, já cometeu erros durante um discurso ou uma apresentação. Lembro da primeira vez que fui mestre de cerimônias, no tempo da faculdade. O roteiro até saiu nos conformes, mas troquei os pronomes de tratamento de algumas pessoas presentes. Mesmo tendo o texto em mãos. É. Acontece. Naquela noite, fiquei arrasada, como se o erro fosse imperdoável. No dia seguinte, a professora da disciplina, que organizava o evento com a turma, conversou comigo antes de começar as atividades da manhã, e eu segui com a tarefa. Felizmente, sem confusão no texto. Ali, aprendi com as orientações da professora e com os meus próprios erros. Procurei entender, principalmente, que aquela era apenas a minha primeira experiência na atividade, ainda como estudante.

2. Aproveite o tempo da faculdade: essa dica parece inspirada na situação anterior, mas ocorreu sete anos depois da experiência do cerimonial. Depois de passar pela graduação em Relações Públicas e pela pós em Marketing, resolvi estudar Direito. E qual não foi a dica do professor de Civil? “A hora de treinar é aqui, na sala de aula”. Ele falava sobre a apresentação de um trabalho, simples assim. Mas lembrou que na carreira jurídica a habilidade de falar em público seria exigida o tempo todo. E que não havia lugar melhor para treinar a habilidade que a sala de aula, enquanto alunos de graduação.

3. Não decore o texto: tentar decorar a fala só vai atrapalhar. Pois você pode, simplesmente, esquecer o texto. Ao invés de decorar, é melhor entender o assunto. Ao invés de decorar, eu tenho uma prática que me ajuda a preparar apresentações. Escrevo como se estivesse falando. Isso. Escrevo tudinho, como se estivesse diante do público naquele momento. Essa prática me ajuda a internalizar o conteúdo. Mas acredito que só ajuda porque escrevo da forma mais natural possível, como se estivesse, mesmo, falando.

4. Apresente-se: você pode aproveitar os momentos iniciais para aliviar a tensão por estar diante da plateia. Uma boa maneira de fazer isso é usando os momentos iniciais para não falar do assunto da apresentação. Fale quem você é, mas não leve muito tempo nessa tarefa. Senão, poderá passar a impressão de que quer enrolar, ou de que é vaidoso demais. Como aquele palestrante que passa dez minutos falando do próprio currículo. A técnica de se apresentar vale para descontrair e, claro, para passar confiança. Você está dizendo à plateia quem você é. Consequentemente, porque é qualificado para estar ali. Mas não exagere.

5. Procure pessoas conhecidas na plateia (ou não): essa é uma escolha minha. Eu prefiro olhar para rostos conhecidos, como que sabendo que o amigo está ali para apoiar. Mas há quem se dê melhor fazendo exatamente o contrário, olhando para as pessoas que não conhece. O fato é que não dá para fazer uma apresentação sem olhar a plateia. Então, uma escolha tem de ser feita, entre os amigos e os desconhecidos. Afinal, não é bom falar olhando para a parede, para a porta ou somente para o slide. A interação com o público é necessária para passar segurança.

6. Não olhe o tempo todo para o slide: além de pecar na interação com o público, essa prática pode dar a entender que você não está seguro. Afinal, porque precisa tanto daquele slide? Ele é um recurso visual, ajuda a organizar a apresentação. Mas não é a apresentação. A apresentação é você. Essa dica me lembra o trabalho de Civil do qual falei anteriormente. O professor avisou que a gente não deveria depender do slide, e foi enfático: “pode nevar!” – pra quem não sabe, moro em Salvador. Nevar aqui seria um evento realmente extraordinário. Ou seja, tudo pode acontecer com a máquina que guarda a sua apresentação. Então é mais seguro estar preparado.

7. Treine: quanto mais importante for a apresentação, mais importante será o treinamento. Isso inclui conhecer o assunto e o roteiro e, além disso, treinar. Certa feita, fui surpreendida com uma apresentação que não seria minha. A pessoa que iria falar disse que preferia não fazê-lo e pediu que eu fosse em seu lugar. Aceitei, mas com um frio na barriga. O público seria diverso (engenheiros, advogados, professores, funcionários públicos). E, apesar de eu conhecer o tema, nunca tinha falado sobre ele em palestra. Então, eu disse sim à amiga, mas ela teve de me ajudar na apresentação. Alguns dias antes, ligamos um projetor, ela ficou “na plateia” e eu fiquei de pé, falando como se já estivesse no congresso. Deu certo.

Falar em público não é um dom de nascença. Claro, há os que possuem mais facilidade. Mas é possível aprender através do treinamento. Das dicas que reuni aqui, que serviram de reflexão sobre as minhas experiências, posso ver que aproveitar a oportunidade é imprescindível. Afinal, não é fugindo das oportunidades que a gente vai aprimorar a prática. É praticando. Como disse em outro texto sobre técnicas de escrita e o sério treinamento que ela exige. Para a habilidade da oratória também não é diferente: o estudo e a prática te farão um orador melhor a cada dia.

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  • Diva Requiao

    Muito boas as dicas, sou uma pessoa de treinamento e desenvolvimento e concordo com todas elas…