31
ago
2011

7 técnicas para pesquisar tendências

Por Maria Alana Brinker >>

No post O que são tendências e como descobrí-las, abordei brevemente a diferença entre moda e tendência, citando maneiras de descobrir a última. No texto de hoje, falarei mais sobre a pesquisa de tendências em si.

A pesquisa de tendências observa o comportamento e o contexto em que ele acontece (diferente da pesquisa tradicional), além de buscar explicações para ele. Por isso, através dela podemos enxergar algo que as pessoas, em geral, não estão apontando. Essa característica talvez explique porque ela nasceu no mercado e não na academia.

TÉCNICAS PARA PESQUISAR TENDÊNCIAS

Para realizar uma pesquisa de tendências, não é preciso observar o que todo mundo diz. É preciso, sim, estar atento ao comportamento vigente das pessoas – tanto no dia a dia como nas mídias sociais. O professor da pós-graduação em Branding de Conexões da PUCRS, André D’Ângelo, aponta 7 técnicas para a pesquisa de tendências. São elas:

1 – Desk Research (pesquisa de dados secundários – internet, revistas, publicações acadêmicas…);

2 – Netnografia (“mergulhar” na internet para entender quem é o target);

3 – Etnografia (método utilizado mais comumente por antropólogos; baseia-se no convívio, durante longo tempo, com / em alguma comunidade para observar seu comportamento. Ex.: pesquisadores que vivem em tribos indígenas.);

4 – Observação (muito parecida com a etnografia, porém, não é preciso conviver muito tempo com os pesquisados);

5 – “Invasão de Cenários” (é eticamente discutível, pois implica no convívio do pesquisador “disfarçado” do estereótipo do pesquisado para ser melhor aceito. Ex.: o pesquisador se matricula num curso e disfarça-se de aluno para observar comportamentos dentro da sala de aula, mas ninguém sabe disso.);

6 – Pesquisa Delphi (um questionário interativo e iterativo circula repetidas vezes por um grupo de peritos, preservando o anonimato das respostas individuais, com uma troca de opiniões dos especialistas para a convergências das respostas.);

7 – Análise e Estruturação de Modelos (um grupo de até 20 pessoas estrutura uma visão de consenso sobre um problema complexo. Durante o Workshop, o grupo realiza uma análise sobre um problema complexo e define um programa de ação em algumas sessões de trabalho, utilizando um software próprio e técnica de reunião estruturada, conduzida com o apoio de um facilitador).

A grande sacada do pesquisador de tendências é entrar no assunto que não conhece e não domina e esvaziar a cabeça de pré-conceitos e paradigmas – já que os principais desafios para quem trabalha com isso são: ser analítico, intuitivo e nunca repetitivo ou mimético. É importante saber lidar com a ambiguidade. As coisas não vêm sempre na mesma direção.

Fonte da imagem: http://plurissignificacao.blogspot.com/2009_08_01_archive.html

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
  • O texto está cheio de erros, está péssimo para ler.

    • Olá, Daniela. Já corrigimos o erro de configuração do blog. Obrigado por nos avisar. Abraços da equipe!