Por Sabrina Raupp >>

Podemos classificar os desastres em dois tipos: os humanos e os naturais. Em ambos, a organização pode estar preparada para a sua ocorrência, mesmo sem saber se um dia ele irá ocorrer ou não. Para isso, existem a previsão, a prevenção e o treinamento. Para cada um dos possíveis desastres que a organização preveja que podem ocorrer, deve haver ações de prevenção para que ele não aconteça, e treinamento dos funcionários em como agir caso ocorra.

O treinamento, além de contínuo, deve preparar psicologicamente os funcionários para situações de risco, pânico e emergência.  Quando um treinamento não é eficiente e o desastre acontece, teremos como resultado o caso Costa Concórdia

O navio Costa Concórdia, da empresa italiana Costa Cruzeiros, naufragou no dia 13 de janeiro deste ano, após ter se aproximado demais da Ilha de Giglio (Itália) e como consequência ter batido em rochas. Essa aproximação ocorreu porque o comandante da embarcação, Francesco Schettino, queria fazer uma homenagem ao chefe dos garçons e a um ex-comandante da empresa. Após o choque, o comandante demorou uma hora até soar o alarme e começar a organizar os passageiros para o resgate. Neste tempo, o navio começou a inclinar e impossibilitou a descida dos botes, tornando o resgate ainda mais difícil e demorado. O abandono da embarcação por ele antes de todos também piorou o caso, pois a tripulação ficou sem comando. Os passageiros relatam que a tripulação parecia estar mais apavorada do que eles.

O desvio de rota do navio que – deveria passar a 15 milhas náuticas da Ilha mas passou a 9 – é apontado por muitos como o inicio da tragédia. Mas a tragédia não ocorreria se os procedimentos de resgate houvesse ocorridos como são explicados nos “treinamentos”. Analisando o caso, podemos dizer que o comandante e a tripulação não estavam preparados para enfrentar uma situação como essas. Assim como o Costa Concórdia pareceu não estar totalmente preparado para enfrentar uma crise de imagem.

O presidente da Costa Cruzeiros, Pier Luigi Foschi, concedeu uma coletiva de imprensa no dia 16 de janeiro, três dias após o naufrágio, afirmando que o erro ocorreu por falha humana, referindo-se ao comandante, e que a empresa iria oferecer toda a assistência necessária aos passageiros e familiares. O que faltou foi a empresa se comprometer a preparar melhor seus tripulantes para que falhas em casos de resgate não voltem a ocorrer. A coletiva está disponível, em inglês, no site da Costa (www.costacruzeiros.com.br).

Leia mais sobre o caso em:

http://www.comunicacaoecrise.com/new/index.php?option=com_content&view=article&id=455:tragedia-do-costa-concordia-expoe-falhas-primarias-de-gestao-de-crises&catid=35:blog&Itemid=54

Fontes das imagens:

http://www.cnews.com.br/conteudo_noticias.aspx?id=146230
http://agenciaboaimprensa.blogspot.com

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