25
jan
2010

A Origem do Marketing

Por Maria Alana Brinker

Este é o segundo post da série O Marketing e seus Desdobramentos, criada para estimular o debate e a troca de informações sobre o tema.

Iniciamos o texto de hoje com A Origem do Marketing. Boa leitura!

Conceito: Marketing é um processo social por meio do qual pessoas e grupos de pessoas obtêm aquilo de que necessitam e o que desejam com a criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com outros (KOTLER e KELLER, Administração de Marketing: A Bíblia do Marketing, 2006).

Ao longo de sua evolução, o termo sofreu adaptações e desdobramentos, que o tornaram popular mas, ao mesmo tempo, confuso. Digo isso, pois, se os próprios autores da área apresentam definições variadas para o tema, quem dirá o restante da população.

O Marketing começou a ser estudado mais profundamente após a Revolução Industrial, já que ela estimulou a facilidade na produção de bens de consumo e, consequentemente, o crescimento da concorrência. Isso despertou a necessidade dos empresários de pensar em como atrair clientes, fazendo com que diferentes estratégias começassem a ser desenvolvidas para este fim.

No início, as estratégias baseavam-se na intuição e na prática. Com o passar dos anos e do desenvolvimento das ciências humanas – principalmente da psicologia -, os estudos sobre o tema ganharam mais profundidade, e o desenvolvimento de novas técnicas para atrair clientes passou a ser baseado em pesquisas sobre o comportamento do consumidor (gostos, preferências, atitudes etc.) e de seu perfil (idade, sexo, nível socioeconômico, etnia etc.).

Em 1949, Neil Borden criou a Teoria de Borden, mais conhecida no Brasil como Mix de Marketing (combinação dos elementos variáveis que compõem as ações de Marketing). Jerome McCarthy, professor da Universidade de Michigan, aprimorou essa Teoria, resumindo-a em 4 grupos, conhecidos no mundo todo como Pilares do Marketing ou 4 Ps: Product (Produto), Price (Preço), Promotion (Promoção) e Place (Ponto de Venda).

A globalização e a popularização da Internet facilitaram o acesso a mais informações e a bens de consumo equivalentes e com preço mais acessível, estimulando outra preocupação: como fidelizar clientes? Agora, o desafio era agregar valores à marca e encantar o consumidor, fazendo-o identificar-se com ela e encontrar valores comuns aos seus na empresa. Mas, a instantaneidade com que as notícias chegam até nós e a quebra das barreiras geográficas proporcionadas pela facilidade de comunicação na Internet tornou o consumidor mais consciente dos seus direitos e dos deverem da empresa para com a sociedade e a natureza. Consequentemente, ficamos mais exigente e as empresas precisaram se preocupar com investimentos em ações de responsabilidade social – para o público interno e externo – e rever suas políticas de sustentabilidade para preservar ou construir uma boa imagem.

As modificações no comportamento do consumidor, bem como na sua rotina e nas relações interpessoais estimularam os teóricos da mercadologia a segmentarem o Marketing, a fim de tentarem atingir o público-alvo com mais eficácia. Dessa forma, iniciou-se uma sequência de desdobramentos que parece interminável, já que a cada dia somos supreendidos por um novo termo dessa área.

Continue acompanhando a série de posts!

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>> Veja, também, os outros posts da série:

Pepsi e Coca-Cola são iguais? O Neuromarketing responde.

Marketing de Relacionamento e CRM: descubra o que seu cliente realmente quer!

Buzz Marketing e Viral: notoriedade sem gastar muito

Afinal, o que é Endomarketing?

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