16
jul
2012

A qualidade das organizações está nas pessoas.

Por Rodrigo Boehl >>

“Atitude, segundo Sócrates, é a capacidade adquirida por treinamentos, aprendizados, troca de experiências e exemplos”.

13° Congresso Internacional da Qualidade

Hoje inicia o 13° Congresso Internacional da Qualidade, que reúne personalidades como Falconi e Jorge Gerdau, disseminadores da excelência em gestão no Brasil e no mundo. O evento, realizado em Porto Alegre no centro de eventos da Fiergs, termina no dia 17 com a premiação das empresas vencedoras do” Oscar da Qualidade”, a premiação do Prêmio Qualidade RS (PQRS) edição 2012.

Quero utilizar a relevância do encontro para provocar a reflexão sobre o que é qualidade, pois muitas empresas ainda têm dificuldade em entender seus conceitos, caminhos e resultados.

O meu primeiro contato com a qualidade foi quando entrei em uma grande empresa, referência no Brasil. Lá, recebi o livro de capa verde do Vicente Falcone, O gerenciamento da rotina do dia a dia. Em seus primeiros capítulos são explicados de forma simples duas questões fundamentais. A primeira, a definição de empresa: conjunto de pessoas organizadas que buscam gerar um determinado resultado; e a segunda, que qualidade é quando você aumenta a sua capacidade de atender necessidades e expectativas para o cliente, na visão do cliente.

Estes orientaram o meu desenvolvimento na condução dos diversos programas que pude implementar, participar ou melhorar nas organizações pelas quais passei. Mesmo com a simplicidade destes, as empresas ainda cometem equívocos, esquecendo que qualidade está na atitude das pessoas por trás dos processos e quem os avalia são os clientes. Esta afirmação chega ao ponto crucial entre criar desculpas programadas como: “qualidade é complicada”, “os programas e modelos existentes não entendem o nosso negócio”, “somos diferentes ou então aceitar que qualidade não é um caminho fácil e que sua construção leva tempo”.

Há algumas semanas, ao ler o post da minha colega de blog Sabrina Raupp, vi que ela abordou com muita propriedade o questionamento sobre as certificações ou os chamados selos de qualidade. O texto fez acender uma luz. Sempre concordei que prêmios devem ser consequência, mesmo existindo ótimos modelos de gestão, certificações e reconhecimentos, mas ainda são modelos aplicados por pessoas que podem falhar em seu diagnóstico. Voltei a pegar o meu livro de capa verde e conclui o que sempre acreditei, porém com mais certeza do que nunca.

Uma empresa pode ter processos certificados, mas como são executados por pessoas, serão apenas processos com selos, pois a qualidade precisa de líderes visionários que acreditem que fazer da primeira vez o certo e com apoio e entendimento das pessoas é o caminho para a construção sólida da qualidade. Pessoas devem ser conduzidas para a busca de um resultado. Estas querem ser desafiadas e se tornarem participativas na construção de melhorias. A qualidade é algo que deve vir de cima para baixo, tem que ser um valor do principal líder, estar no DNA da organização e dos seus líderes.

Antes de procurar certificar processos, busque responder estas perguntas em sua empresa: Os líderes que possuímos são certificados em qualidade de desenvolver, orientar a conduzir os colaboradores para a busca de um único resultado? Possuem os valores e entendem a cultura da empresa e sua miscigenação? Sua empresa desenvolve pessoas ou apenas orienta a executar processos? Qualidade é feita no dia a dia, ou antes de auditorias? As pessoas aceitam oportunidade de melhorias?

Qualidade é fruto de liderança, pessoas satisfeitas e orientadas para constância de propósitos. Contudo, invista em pessoas e deixe os prêmios serem consequência de bons resultados e clientes satisfeitos.

“Atitude, segundo Sócrates, é a capacidade adquirida por treinamentos, aprendizados, troca de experiências e exemplos”.

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