Por Gracielle Guedes >>

Quais são os maiores anseios do ser humano? Conseguir um emprego dos sonhos, casar, ter filhos, comprar um carro, ser reconhecido profissionalmente? Podemos dizer que tudo isso se resume à qualidade de vida, e como a maioria das pessoas passa mais tempo dentro das empresas, vamos discutir sobre Qualidade de Vida no Trabalho (QTV).

A busca pela satisfação e desejo de uma vida melhor se entrelaça com a evolução humana. Desde os tempos da Grécia antiga, já tínhamos grandes estudiosos que buscavam métodos para diminuir o esforço físico, bem como maneiras de satisfazer seus empregados.

Um tema tão antigo, mas ao mesmo tempo tão atual, vem indagar as empresas de nossa geração: existe um projeto voltado para ele? Se sim, como está sendo aplicado? Quais as técnicas que estão sendo utilizadas para oferecer qualidade e satisfação a seus colaboradores?

Muito se fala de planejamento empresarial, de gestão de pessoas etc., mas às vezes, se esquecem de pesquisar os anseios dos principais envolvidos. A falta de um planejamento referência a este tema é um dos grandes motivos pelos quais muitas empresas não atingem suas metas, e, consequentemente, não alcançam seus objetivos empresariais. Daí vem a importância dos departamentos de Comunicação e Gestão de Pessoas trabalharem em sintonia. A comunicação empresarial não acontece aliada à desmotivação e insatisfação por parte de seus funcionários.

A evolução da QVT desde as décadas de 70 até os dias atuais é discorrido de acordo com o quadro abaixo:

CONCEPÇÕES EVOLUTIVAS DA QVT CARACTERÍSTICAS OU VISÃO
QVT como um método (1972 a 1975) Um conjunto de abordagens, métodos ou técnicas para melhorar o ambiente de trabalho e tornar o trabalho mais produtivo e satisfatório. QVT era vista como sinônimo de grupos autônomos de trabalho, enriquecimento de cargo ou desenho de novas plantas com integração social e técnica.
QVT como um movimento (1975 a 1980) Declaração ideológica sobre a natureza do trabalho e as relações dos trabalhadores com a organização. Os termos “administração participativa” e “democracia industrial” eram frequentemente ditos como ideais do movimento de QVT.
QVT como tudo (1979 a 1982) Como panacéia contra a competição estrangeira, problemas de qualidade, baixas taxas de produtividade, problemas de queixas e outros problemas organizacionais.
QVT como nada (futuro) No caso de alguns projetos de QVT fracassarem no futuro, não passará de um “modismo” passageiro.

Fonte: NADLER e LAWLER apud FERNANDES (1996: 42)

Como podemos perceber, muitas organizações ainda agem de forma retrógrada perante o assunto. Porém, o lado mais prejudicado continua sendo da empresa. Com o mercado aquecido e com diversas possibilidades para profissionais capacitados, não é mais o salário que fideliza a maioria das pessoas em determinado cargo, e sim a satisfação que ela tem em estar inclusa neste convívio corporativo.

DICAS PARA ELABORAR UM PROJETO DE QVT

Um projeto de Qualidade de Vida no Trabalho pode ser elaborado a partir dos tópicos a seguir:

–  jornada de trabalho adequada e reconhecida;

– possibilidades de capacitações internas e externas;

– oportunidade de crescimento;

– alívio do estresse, com atividades físicas e ginástica laboral;

– plano de carreira.

Trabalhando nesse caminho, a organização vai chegar ao objetivo desejado, atraindo a satisfação de ambas as partes. Porém, não esquecendo do trabalho conjunto dos profissionais de Comunicação e Gestão de Pessoas.

Referências Bibliográficas:

– FERNANDES, Eda. Qualidade de Vida no Trabalho: como medir para melhorar. Salvador: Casa da Qualidade Editora Ltda., 1996

– QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO: ORIGENS, EVOLUÇÃO E PERSPECTIVAS. Disponível em http://www.ead.fea.usp.br/cad-pesq/arquivos/v08-1art03.pdf  – Acesso em: 23 de agosto de 2011.

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