Por Fernanda Sarate >>

Todos conhecem o tipo: você chega ao trabalho e ele já está lá. Quando sai, ele ainda fica. Leva sempre trabalho para casa. Este parece ser um funcionário comprometido com a empresa, que ama seu trabalho. Será?

Cada vez mais se fala em administração do tempo. O que antes era visto pelas empresas como sinônimo de comprometimento, hoje já é questionado. Espera-se que o profissional saiba estabelecer prioridades, diferenciar o urgente do importante, administrar sua pauta diária e, também, saiba dizer não. Assim, ser visto depois do expediente e nos finais de semana trabalhando, com a mesa repleta de relatórios, já é visto em muitos ambientes corporativos como falta de organização e má administração do tempo.

Mas, claro, existem aqueles que se sentem impelidos a só “ficar mais um pouquinho”, que gostam de estar na empresa, participar de todas as suas atividades e que não percebem a sobrecarga com maus olhos. Por muito tempo se utilizou o termo workaholic para designar este profissional. Mas será que a empresa não preferiria ter um worklover em seu quadro funcional?

O workaholic é viciado em trabalho, deixando todo o resto em segundo plano. Isto não quer dizer que ele esteja feliz com seu trabalho, muitas vezes está insatisfeito, faz comentários maldosos aos colegas, é alguém que geralmente sofre mais com o estresse. Já o worklover é apaixonado pelo que faz, considera seu trabalho significativo para sua vida, para a empresa e para a sociedade. Tem tanto gosto pelo que faz que nem sente a hora passar. Trabalhar não é uma obrigação, mas uma satisfação em sua vida. Ele divide seu tempo de maneira equilibrada entre sua vida profissional e a pessoal. Ele se envolve um tempo maior com o trabalho quando considera isso necessário, quando está engajado em um novo projeto, por exemplo. Quando se sente sobrecarregado, encontra maneiras de remanejar sua agenda para desenvolver da melhor forma suas tarefas prioritárias. Outra diferença é que o workaholic costuma ter sua identidade fortemente atrelada ao trabalho, muitas vezes com dificuldades em encontrar sua realização em outros campos de sua vida pessoal. O worklover ama o que faz, mas consegue encontrar satisfação também em outras atividades. A dedicação do workaholic é baseada em dever e a do worklover no prazer.

Para se atingir o sucesso profissional é necessário dedicação. Mas cada vez mais profissionais e empresas percebem que o bom desempenho não está, necessariamente, atrelado ao número de horas trabalhadas e, sim, muito mais à organização, ao estabelecimento de metas e à inserção de desafios diários que resultem num trabalho significativo ao funcionário e à empresa.

Fonte da imagem: cjr.org.br

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