Por Gracielle Guedes >>

Independentemente de cor, raça ou credo, pessoas ligadas ao mundo glamuroso da celebrização possuem domínio sobre parte da massa. Eles se condicionam a um tempo real e ao mesmo tempo imaginário, o que faz com que um encantamento momentâneo faça parte de decisões às vezes em caráter importante.

O mundo das celebridades perpassa a ideia de vida perfeita. Ela se volta para a realidade das pessoas, que a partir daí criam uma imagem no subconsciente de que se seguirem, imitarem ou aderirem às mesmas ideias serão iguais a seus ídolos. Daí parte o conceito de que celebridades, mais do que qualquer pessoa ou instituição, são formadores de opinião.

A opinião pública, processo ao qual não se compreende a opinião de todos e sim a opinião de públicos distintos enquadrados dentro de grupos sociais e comandados por líderes, muitas vezes toma como lideranças pessoas que não entendem de determinados assuntos, mas mesmo assim opinam com certa discrepância. Com isso, a absorção por parte da massa de opiniões – na maioria das vezes controversas – faz com que a opinião da massa participe de forma discreta da formação da opinião pública.

Podemos discorrer que muitos formadores de opinião fazem parte do processo, mas não do resultado, mesmo esse resultado estando em constante formação. A formação da opinião pública vai muito além de uma simples propaganda de bens simbólicos ou de uma entrevista concedida por um ex-BBB sobre um tema polêmico. Ela transcende os meios de comunicação, porém, não podemos desconsiderar a mídia nesse contexto.

Celebridades têm esta denominação por causa da mídia. Ela dá ao individuo, antes “invisível”, o poder de se tornar conhecido para uma quantidade incalculável de pessoas. Esse processo de ser célebre faz com que a mídia seja objeto de desejo de muitos, que tentam a todo custo serem inseridos neste conjunto. E o que ela transmite acaba por manipular os indivíduos “comuns” desta nossa sociedade moderna.

Os meios de comunicação são o grande alicerce da opinião pública. É através deles que podemos chegar à discussão de determinando assunto. A mídia colabora como alicerce dos meios de comunicação. (Não podemos deixar de destacar aqui as celebridades de algumas emissoras que, consequentemente, são formadoras de opinião e falam o que a emissora “deseja”. Portanto, temos um processo complexo também de manipulação por trás destes formadores de opinião.)

Os veículos de comunicação de massa só mostram o que, de fato, é de interesse dos mesmos e não da massa. Escolhem pessoas chaves, nesse caso celebridades, para que a informação possa chegar da forma que mais lhe convém. Podemos destacar aí um certo tipo de censura, pois a sociedade recebe e consome informações selecionadas.

Com o avanço tecnológico e, consequentemente, com a chegada das redes sociais, as celebridades ganharam mais espaço para poder falar o que pensam. Twitter e Facebook, as plataformas do momento, são canais que aproximam o público destas informações e fazem com que eles formem suas opiniões sobre diversas vertentes. Uma grande fatia de celebridades que não possuem conteúdos para falar nas redes sociais acaba expondo a sua vida pessoal. Com isso, o público se vê mais perto de seus ídolos, não se inspirando somente nas informações que eles passam, mas também no cotidiano que eles vivem.

As instituições também utilizam dessa força das celebridades para ganhar visibilidade. Propagandas comerciais e institucionais de grandes empresas, na maioria das vezes, são apresentadas por estas pessoas, que mesmo não fazendo parte da área em que a organização está inserida indicam seus produtos e serviços ao público.

Celebridades e opinião pública caminham lado a lado, mas nem sempre as opiniões destes indivíduos, visíveis graças à mídia, podem fazer parte deste contínuo processo de formação da opinião pública. A mídia detém o poder juntamente com os indivíduos que ela forma, porém, nunca irão deter a opinião pública.

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