Por Marina Alano

Diversas pesquisas atuais revelam que as ações de marketing que utilizam as redes sociais são cada vez mais crescentes na busca de relacionamentos e fidelização dos clientes. A criação de perfis com nomes de empresas não é mais novidade. Atualmente, ações são voltadas especificamente ao consumidor que utiliza essas redes.

Empresas, como a Ford, desenvolvem campanhas que interagem diretamente com os consumidores através desses canais. Um exemplo recente foi a campanha de lançamento do Novo Fiesta, que antes de estar nas concessionárias possuía a meta de 30.000 fãs no Facebook. Assista ao vídeo aqui.

O mercado da Internet vive de estatísticas, as próprias plataformas de pesquisas da rede são fartas em fornecer resultados em números. Uma simples pesquisa no Google já mostra o número de referências de uma determinada palavra na Web. O Google Analytics fornece diversas estatísticas sobre as visitas no seu site, o LinkedIn destaca quantas conexões você tem no mercado profissional, no Facebook e Orkut você pode contar o número de amigos e, no Twitter, o de seguidores.

Com a facilidade e a quantidade de ferramentas, é comum utilizar-se das estatísticas existentes para avaliar os resultados da atuação das empresas nas redes sociais. Porém, o problema consiste exatamente em medir esse relacionamento somente através de números. As redes sociais atuam na interação entre pessoas, e se tratando destas, considerar apenas o quantitativo pode direcionar a estratégia para um caminho errado.

É lógico que relatórios estatísticos são essenciais para quantificar os resultados do trabalho. No entanto, não podemos esquecer a avaliação qualitativa que faz toda a diferença nesses meios.

Quando se trata de relacionamento, vale mais ter um punhado de amigos e seguidores que conhecem seu produto, compram, interagem, compartilham e o elogiam para toda a comunidade, do que um milhão de seguidores sem nenhum vínculo e que estão na lista para retribuir o “follow”.

Quem já atua há algum tempo nas redes, utiliza indicadores quantitativos, baseados em três conceitos básicos: relevância, influência e engajamento. Uma ação é relevante quando consegue ter receptividade do público alvo e é influente ao estimular as pessoas a acompanhar as ações da empresa e tornarem-se clientes. Por sua vez, engajamento é a capacidade de transformar seguidores e fãs em defensores da empresa, do produto ou da marca.

Analisar qualitativamente o trabalho realizado nas redes sociais pode ser complexo, mas, em compensação, gera uma percepção mais completa sobre a influência da empresa e, por conseqüência, pode criar um verdadeiro relacionamento com seus clientes e consumidores.

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>> Veja também: Congresso Internacional de Inovação – Mídias Sociais (parte 1)

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