13
maio
2013

Comunicação escrita: você tem praticado?

Por Elvira Costa >>

 “Um release pobre, com erro de grafia, que não agrega informação relevante não serve para nada!”

Comunicação escrita você tem praticadoComo sinalizei no meu último texto para o Comunicação e Tendências, basearei alguns dos meus textos no livro Comunicação Dirigida Escrita na Empresa, da autora Cleuza Cesca. O terceiro capítulo versa sobre a comunicação escrita impressa e eletrônica. Logo no início do capítulo, ela cita Cândido Teobaldo, que todos conhecem como uma das principais referências na bibliografia sobre relações públicas.  Ele diz o seguinte: “a correspondência bem escrita exige esforço e sério treinamento, e pouca gente está disposta a aprender essa difícil arte”.

Sério treinamento… E agora? O nosso tempo já é tão escasso, a caixa de entrada do e-mail está sempre lotada, temos tantas tarefas para executar e ainda vamos nos preocupar com esforço e treinamento para escrever bem? Por que não? O segredo é continuar estudando e praticando. Assim, com a prática, escrever não exigirá muito esforço e cada vez menos será necessário consultar os manuais.

O livro cita 42 modelos de comunicação escrita impressa e eletrônica. São muitos veículos. Para que saber escrever corretamente cada um deles? Pode ser que talvez nunca seja necessário que eu redija uma circular na minha vida… É verdade. Pode ser que você passe a vida inteira escrevendo releases. Nesse caso, como um bom assessor de imprensa, será necessário que você domine todas as técnicas de redação dessa correspondência, o que exige esforço e treinamento. Até porque os jornalistas costumam ser bons redatores e, por isso mesmo, eles esperam receber textos bem escritos.

Um bom release apresenta as informações mais relevantes no primeiro parágrafo. Pois já no primeiro parágrafo o jornalista decide se continua ou não a leitura. No caso de inserir opiniões, é preciso critério para que seja escolhida uma fonte formadora de opinião. É importante também que ele seja enviado em papel timbrado da empresa, mesmo na forma eletrônica, e que tenha entre 20 e 25 linhas, com frases curtas.

Outro livro interessante que aborda a redação de releases é o Manual Prático de Assessoria de Imprensa, escrito por Claudia Carvalho. Para produzir o capítulo sobre o assunto, a autora entrevistou o jornalista Silvio Cioffi, que é editor de Turismo da Folha de São Paulo desde 1991. Uma das perguntas da entrevista é justamente sobre a credibilidade que um release bem escrito proporciona. E o jornalista foi categórico: “Um release pobre, com erro de grafia, que não agrega informação relevante não serve para nada!”. Silvio Cioffi dá três dicas importantes a respeito da redação:

  • O assessor precisa responder às questões básicas do jornalismo: o que, quando, onde, por que, etc.
  • Se a informação não estiver truncada, ou seja, se estiver escrita de forma clara e objetiva, tanto faz se é o repórter ou o editor quem primeiro recebe a informação.
  • Antes de mencionar companhias, museus, restaurantes, a editoria de Turismo da Folha visita o site da organização que poderá ser citada na matéria. Portanto, o site também deverá estar bem escrito. Silvio Cioffi diz que visitar sites é uma obrigação, sempre.

O editor da Folha diz ainda que o papel de uma assessoria é, em geral, coadjuvante na produção de uma matéria. Que não há redação séria que viva somente de publicar release. Aqui, tocamos em outro requisito de um bom release, que é a relevância da informação. Então, além de estar bem escrito, o release precisa oferecer informação com potencial para gerar pauta. Aí vai depender de como você, assessor, contará a história.

Fonte da imagem: www.academiawashington.com.br

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