Por Maria Alana Brinker

O que nos motiva a colaborar? Qual o valor social da sua empresa e da sua marca? Quais as principais fontes de inovação? Onde focar nossa atenção? O que fazer com o nosso tempo? Estes foram alguns dos questionamentos levantados por Gil Giardelli, cofundador da Gaia Creative, Martha Gabriel, diretora de tecnologia da New Media Developers, Mário Costa, gerente de Soluções de Portais e Colaboração da IBM no Brasil, Diego Remus, editor-chefe do blog Startupi e Michael Nicklas, cofundador da SocialSmart no 3° Congresso Internacional de Inovação, onde estive na semana passada.

Os palestrantes falaram sobre a utilização das mídias sociais na vida pessoal e no mundo corporativo, apontando tendências e novas maneiras de usá-las. Para você também ficar por dentro do que aconteceu no Congresso, fiz um resumo com os principais assuntos abordados. Confira a seguir!

CONTRADIÇÕES NA INOVAÇÃO

Segundo Giardelli, somos 70 milhões de internautas no Brasil, mas estamos mal colocados na lista de inovação. Este é o século da intuição (novo capitalismo), onde as novas tecnologias são muito mais intuitivas (usabilidade) do que instrutivas, e onde o diálogo é incentivado mas, ao mesmo tempo, proíbe-se a utilização das redes sociais dentro das empresas. De acordo com o palestrante, 17% delas ainda demitem funcionários pelo mal uso da Internet. Não seria o caso de promover a educação para a utilização dentro da empresa antes de liberar o acesso – como foi mencionado por Mário Costa, ao falar sobre a política de utilização das redes sociais da empresa IBM?

DE CONSUMIDORES A COLABORADORES

“O que nos motiva a colaborar?” Passamos de consumidores a produtores de conteúdo: vídeos, posts, tweets etc. A Wikipedia é um exemplo bem claro dessa colaboração coletiva, já que todos os artigos, edições e discussões representam cerca de 100 milhões de horas de trabalho humano.

Case: a colaboração virtual ajuda a promover a conscientização das pessoas também no mundo offline, como nas Olimpíadas de Londres, em 2012, onde 100 mil voluntários foram reunidos na organização.

DEPRESSÃO, DOENÇA ATUAL

“Somos os potencialistas. Não somos apenas consumidores”, disse Giardelli. Vivemos em um mundo de menos consumo, mais engajamento e mais participativo. Tudo é muito rápido. Quem não se engaja, se deprime, fica para trás.

RESPONSABILIDADE SOCIAL

“Qual o valor da sua empresa e da sua marca?” Estamos na era da generosidade coletiva, e engajar-se em causas sociais passou de tendência à realidade. Portanto, todos os projetos precisam ter objetivos sociais, mesmo no caso de pequenas empresas. Isso também faz parte da humanização nas relações entre as empresas e seus stakeholders, cobrada pela sociedade.

QUAL O PAPEL DO COMUNICADOR HOJE?

Giardelli encerrou sua apresentação mencionando os papéis do Comunicador hoje, como: facilitar laços interpessoais, criar interações e conexões, entender reciprocidade, analisar sentimentos e interconectar pessoas – imprescindíveis para comunicar as ações da empresa. Se a reputação é a moeda do século XXI, é preciso pensar nesses papéis como parte das estratégias de relacionamento antes de entrar nas mídias sociais.

Aguarde! Em breve, a parte 2.

Este post também foi publicado em www.midiassociaisblog.com

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>>Veja também: Tenha um plano antes de entrar nas Mídias Sociais!

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