Por Maria Alana Brinker

Para quem acompanhou a Parte 1 do Resumo do 3° Congresso Internacional de Inovação, segue a Parte 2.

USABILIDADE

Hoje, tudo deve ser feito pensando-se nas pessoas, na interação entre elas e os produtos. (Como mencionado na parte 1 deste resumo, passamos de consumidores para colaboradores, e isto aumentou nosso nível de interação com aquilo que adquirimos.)

SISTEMA COLABORATIVO

“Quais as principais fontes de inovação?” Uma pesquisa realizada pela IBM Institute for Business Value, constatou que quase 40% das ideias utilizadas nos processos de inovação têm origem dentro das empresas. Ou seja, a fonte dessas ideias são os próprios funcionários. De acordo com a pesquisa da IBM, “sem colaboração a inovação seria impossível.” Seria contraproducente fazer tudo sozinho.”

Segundo Mário Costa, gerente de Soluções de Portais e Colaboração da IBM no Brasil, o novo modelo de geração de ideias é o “Managed Anarchy Model” – mesmo modelo de geração espontânea de ideias que ocorre na Internet – principalmente nas mídias sociais -, só que com um pouco do gerenciamento que o mundo corporativo necessita. É o sistema colaborativo, onde as pessoas dão ideias e outras complementam. Programas que incentivam funcionários a exporem suas ideias e a colocá-las em prática, somados à permissão de acesso à informação e aliados a uma política de educação e gerenciamento podem gerar resultados significativos, que economizam investimento financeiro em pesquisa e desenvolvimento.

OBSTÁCULOS PARA A INOVAÇÃO

De acordo com a pesquisa da IBM, alguns dos principais obstáculos para a inovação são, ambos em ordem decrescente:

Externos: governo e outras restrições legais, incerteza ou instabilidade econômica, uso de tecnologias inadequadas e acesso insuficiente à informação.

Internos: cultura, financiamento limitado, imaturidade no processo, infra-estrutura inflexível e acesso insuficiente à informação.

ECONOMIA DA ATENÇÃO, UM NOVO CONCEITO

“Onde focar nossa atenção? O que fazer com nosso tempo?” Estas foram as perguntas que o cofundador da SocialSmart, Michael Nicklas, fez. Segundo ele, temos tudo disponível ao mesmo tempo. O desafio é como e onde focar nossa atenção na Era da Web 2.0, na Era das Mídias Sociais, onde há um grande compartilhamento de informações. O empreendedor também citou o Brasil como um país em que o internauta dedica 29 horas do mês, em média, para acesso à Internet; e, desse tempo, 1 a cada 4h é num contexto social. “Sem um mercado aberto para as novas tecnologias, não temos inovação. Por isso, o Brasil tem potencial”, disse ele.

STARTUP = ACELERAR O RITMO

Diego Remus, editor-chefe do blog Startupi, falou sobre as startups como uma tendência da Era 2.0 – onde tudo é muito rápido, instantâneo e compartilhado-, e dos obstáculos enfrentados pelos empreendedores, como o desencorajamento ao risco: muito comum e extremamente prejudicial, pois crescemos e somos educados a não nos arriscarmos, nos acomodarmos. Porém, ele afirmou que “acabou a época em que não se sabia fazer algo. Se alguém do mundo souber, você tem condições de saber”, graças ao amplo acesso às informações que temos hoje.

90%, 9%, 1%

Martha Gabriel, diretora de tecnologia da New Media Developers, mencionou alguns dados sobre a geração e a circulação de informações na Internet, como:

– 90% das pessoas recebem conteúdos, 9% editam e apenas 1% cria;

– 10% das pessoas gera 90% do volume de posts (Lei de Pareto);

– 40% do que se fala no ambiente da Web é bobagem;

– a taxa de retenção do que se recebe é de 40%.

As Redes Sociais impactam o Marketing, principalmente no P de Promoção. Antes de entrar nas Redes Sociais (isso vale tanto para pessoas como para empresas) é preciso saber quais os objetivos? Quais os sites de relacionamento onde vale a pena criar perfis? É preciso manter atualizado os perfis criados, participar, fazer a manutenção, adicionar e excluir contatos, se necessário. Não basta inserir-se Twitter, por exemplo, e não postar Tweets nunca.

A palestrante também indicou os livros Cluetrain Manifesto e The Starfish and the Spider e o filme Takedown – Caçada Virtual.

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>> Veja também: Congresso Internacional de Inovação – Mídias Sociais (parte 1)

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