Por Rogelia Barbosa >>

Consumo 6 coisas que você precisa saber sobre as Gerações Y e ZPara muitas marcas têm sido um desafio a comunicação com as Gerações Y (nascidos entre 1989 -1998)* e Z (nascidos entre 1989-2010)*, em um ambiente mutante. Estas gerações vivem uma inquietação permanente, e isso muitas vezes é atribuído às tecnologias e ao imediatismo do dia a dia das pessoas, que parecem cada vez mais se queixar de falta de tempo para si. Por outro lado, estas Gerações representam grande fatia do mercado, consomem bastante, e sim, se importam muito com as marcas dos produtos que consomem.

Então, senhores, senhoras e jovens que estão responsáveis pela conta dessas empresas que têm as Gerações Y e Z como público principal, vamos trocar algumas ideias sobre eles?

1. HIBRIDISMO: apesar de terem vivenciado contextos diferentes, asgerações Y e Z se assemelham em muitos pontos. “O hibridismo e a convergência das mídias atuais detectando permanências, impermanências e novos caminhos” (Passarelli e Junqueira, 2012, p. 18).

2. TECNOLOGIA: as últimas décadas foram marcadas pelas transformações tecnológicas, o que tem causado profundas mudanças no estilo de consumo e dos itens que se tornaram indispensáveis no dia a dia. Por exemplo, o telefone deixou de ser um meio para fazer ligações e se transformou em smartphone. E para as Gerações Y e Z (principalmente para a Z), os smartphones transformaram-se em extensões do próprio corpo, por isso alguns autores substituem o Z, de Zapear, por Nativos Digitais, por terem crescido imersos à tecnologia, conectados à internet, chats e celular. Tudo isso influencia diretamente no modo de consumo.

3. A REDE SOCIAL TAMBÉM É SAC: as redes sociais/comunidades online são como organismos vivos, para alguns; uma terra sem lei, ao mesmo tempo em que dá voz para quem quer opinar, amedronta quem tem algo a esconder. As empresas as veem como um mundo a explorar, mas ao mesmo tempo, temem os comentários dos clientes insatisfeitos.

4. FIDELIDADE: eles conectam-se e desconectam-se de pessoas, gostos e lugares. Quase tudo é intenso, assim como quase nada é para sempre. As relações são líquidas e as marcas precisam lembrar que a conquista é diária para não deixar esfriar a relação. Como afirma Zygmunt Bauman “No mundo líquido moderno, de fato, a solidez das coisas, tanto quanto a solidez das relações humanas, vem sendo interpretada como uma ameaça: qualquer juramento de fidelidade, compromissos a longo prazo, prenunciam um futuro sobrecarregado de vínculos que limitam a liberdade…”

5. I LOVE MARCAS: ao mesmo tempo em que têm dificuldade em jurar fidelidade, as Gerações Y e Z importam-se com as marcas que consomem. Muitas vezes, ela passa a ser sinônimo de pertencimento a um grupo. Para Kuenzel e Halliday (2008) é a definição e/ou reafirmação da sua própria identidade, considerando a congruência entre a imagem da marca e a imagem pessoal e a relação com os grupos sociais que o individuo pertence”. Segundo o IBOPE, as duas gerações preferem e valorizam marcas dinâmicas e inovadoras.

6. PAGAMENTO: segundo pesquisa do IBOPE, o cartão de crédito é visto como facilitador para comprar coisas que normalmente não poderiam comprar. 32% disseram que têm tendência a gastar dinheiro sem pensar.

Estas são algumas dicas sobre as gerações Y e Z. Estar atento ao comportamento do público é essencial para uma comunicação eficaz. 😉

*A categorização das gerações tem divergência entre autores, embora descrevam o comportamento das respectivas gerações de forma semelhante. A citação de datas deste artigo foi retirada da p. 102 do livro: LEVY, Michael; WEITZ, Barton A. Administração de Varejo. São Paulo: Atlas, 2000.

Referências:

Bauman, Zygmunt. Entrevista sobre a educação. Desafios pedagógicos e modernidade líquida. 2009
Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-15742009000200016.
Acesso em 20/05/2015

**IBOPE. Gerações Y e Z: Juventude Digital. 2010. Disponível em www4.ibope.com.br/download/geracoes%20_y_e_z_divulgacao.pdf
Acesso em 20/05/2015

PASSARELLI, B.; JUNQUEIRA, A. H. Gerações Interativas Brasil – Crianças e Adolescentes diante das telas. São Paulo: Escola do Futuro/USP, 2012. pág. 352.

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