09
maio
2017

Cultura e consumo para profissionais de marketing

Por Daniele Carlini >>

Como trabalhar a lógica da consciência de consumo em um ambiente repleto de publicitários, profissionais de marketing e outros, ávidos por entender formas de incentivar a compra de seus produtos ou serviços para todo o tipo de cliente?

Consumo x consumismo

Não vamos demonizar o consumo.

Importante deixar claro que não é necessário demonizar o consumo como o único criador do caos social, mas é necessário buscar o entendimento do que nos leva a adquirir um ou outro produto na era atual e como a cadeia produtiva deste impacta nas relações entre sociedade, mercado e meio ambiente. Tudo isso para nos tornarmos profissionais conscientes do efeito que incitamos nas relações de compra e, mais profundamente, no impacto causado no indivíduo, por sentimentos gerados no ato de comprar.

Compre com responsabilidade.

Somos o que consumimos?

Vivemos uma era em que criamos e desenvolvemos nossa identidade associando os princípios estabelecidos pela comunidade que nos cerca, mas também pelas escolhas feitas através das redes com as quais nos identificamos. Ainda, experimentamos um período de transição extremamente dura, com evoluções e revoluções tecnológicas tão intensas, que nossa geração parece estar no meio de um fogo cruzado entre críticos e receosos dos impactos criados por este avanço e os mais jovens, que desconhecem outras formas de interação que não incluem a passagem pela internet ou a fluidez das relações.

Individualismo entre iguais

Ao avaliarmos o conceito da hipermodernidade, talvez, estejamos mais próximos de entender o momento em que estamos. Ultra velocidade, exageros, ausência de limites, ansiedades. Todos esses fatores caracterizam uma sociedade individualizada, ao mesmo tempo que buscamos estar inseridos em uma rede que nos proporcione encontrar outros ‘iguais’. É um paradoxo, com certeza, mas nossas relações nos encaminham para uma fragilidade que também tem nos proporcionado buscar mais autoconhecimento. E aí entra o poder do acesso a todas as informações que nos rodeiam, que nos permite sermos mais críticos das escolhas que fazemos.

Consciência ou alienação?

O consumo consciente e a busca pelo entendimento do impacto gerado por todo e qualquer tipo de aquisição – seja nas relações de trabalho, na forma como aquele produto interfere no meio ambiente ou a identificação das fontes que o produzem, nos impõe uma definição de lados: o consciente ou o alienado. Mas não podemos mais nos abster de tomarmos uma posição.

Old Way, New Way

É justamente o pensar nessas relações e suas multifacetas, que torna a busca pelo entendimento da relação cultura e consumo tão ‘não-linear’. São as interações entre estes fatores, junto à problematização de toda essa cadeia, que devem guiar os profissionais do mercado a uma ação estratégica de negócios consciente. Precisamos buscar o porquê das coisas, nos importar com os indivíduos dentro das personas retratadas e encontrar relevância e pertinência na nossa forma de conduzir as ações de marketing e comunicação.     

 

Leia mais sobre o tema com textos aqui do blog: O Comportamento de Consumo e a Influência dos Grupos de Referência e O Consumo pode ser uma atitude sustentável?

Figura 1 e 2 (banco)

Artigo originalmente produzido para a cadeira de Cultura e Consumo do MBA de Marketing da Uniritter.

 

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