15
jul
2013

Desafios da Sociedade da Informação

Por Fernanda Sarate >>

Desafios da Sociedade da InformaçãoSociedade da informação, do conhecimento, sociedade em rede.  Há diversas denominações para descrever o momento atual que se utiliza, sobretudo, do ciberespaço para o compartilhamento do conhecimento.

A internet nos permite adentrar na maior biblioteca do mundo. Ao mesmo tempo em que podemos acessar este grande volume de informações a partir de nossa casa, temos o problema da inclusão digital, tratado aqui na semana passada no post da Renata Gueresi.

Outro passo importante é a educação digital. Não basta apenas incluir, é necessário orientar, ter acesso não é o mesmo que compreender, que gerar conhecimento, reter informações sem conseguir inter-relacioná-las com outros conceitos ou ideias é o que se chama de acesso improdutivo.

Outra questão que se apresenta é como as empresas lidam com esta nova realidade. Hoje já não somos apenas receptores, também somos emissores, queremos compartilhar, mostrar a nossa opinião, participar. Nem sempre temos algum dado decorado, mas consultamos o Google como uma extensão de nossa memória; sabemos que lá encontraremos o dado necessário para articular uma ideia que poderá ser desenvolvida junto à nossa rede de contatos, de forma colaborativa. Na contramão, algumas corporações bloqueiam o acesso à internet ou às mídias sociais, preocupadas com a produção e a perda de foco de seus funcionários. Segundo uma pesquisa britânica, “usar ferramentas como Facebook, Twitter, LinkedIn ou Skype para conversar também capacita os funcionários para responder mais agilmente aos clientes e converter isso em bons resultados”. Claro que, para isso, é necessário que os colaboradores consigam utilizar com parcimônia estes recursos, sabendo quando e como utilizá-los em sua jornada de trabalho. Importante ressaltar que, mesmo que o funcionário não possa acessar a internet ou as mídias sociais a partir do equipamento disponibilizado pela empresa, ele poderá fazê-lo a partir de seu smartphone, por exemplo. E estas restrições ocorrem, inclusive, em empresas de comunicação, onde o recurso é importante para fins de colaboração, monitoramento, pesquisa e atualização. O receio da distração pode ser o preço da perda de capital social e de fatores que incentivem a inovação. Ainda hoje, é comum que se meça o desempenho em muitas empresas não através do cumprimento da tarefa e avaliação do resultado atingido, mas, sim, no tempo cumprido da jornada de trabalho.

Em plena sociedade da informação, temos ainda alguns desafios. É necessário incluir, educar, compartilhar e, ainda, reduzir o uso do princípio da valorização à exceção, onde alguns podem utilizar mal determinado recurso, mas isso não será feito pela maioria.

Fonte da imagem: http://www.portalraj.com.br/tecnologia-da-informacao-11-areas-que-pagam-mais/

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