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Por Gabrielle Moreira

Vivemos num mundo digital onde somos inundados de informações a todos os momentos, seja por Internet, rádio, jornal, TV ou tantos outros meios existentes. Porém, quando um povo é privado de receber notícias do mundo real, de alguma forma ocorrem manifestações que só reforçam a necessidade humana de comunicar-se.

Outro dia, enquanto me arrumava para ir trabalhar, vi uma notícia na TV que achei impressionante. A chamada era sobre Redes Sociais, logo, fui olhar e saber do que a matéria trataria, pois um assunto tão explorado e já corriqueiro no dia a dia só poderia trazer alguma inovação para ganhar destaque no Bom Dia Brasil. A reportagem começou abordando a triste situação de guerra em que vivem Coréia do Sul e Coréia do Norte. Como se sabe, a Coréia do Norte é considerada uma ditadura totalitarista, um país totalmente isolado. A população tem acesso limitado à TV e ao rádio, ou seja, os conteúdos divulgados são manipulados pelo governo e quase sempre são conteúdos estatais.

O mais impressionante disso tudo é que, apesar das guerras entre os dois países, os sul-coreanos criaram um jeito de se comunicar e informar os vizinhos do norte sobre o que se passa no mundo. Essa interação é feita através de balões que atravessam as fronteiras pelo céu e levam ao outro lado sacos com notícias. Em resposta a esse “ataque aéreo”, o governo norte-coreano optou por aderir a algumas dessas necessidades do mundo moderno, as tais REDES SOCIAIS.

O Estado criou uma conta no Youtube e nela posta vídeos governamentais que negam as acusações de que um submarino norte-coreano teria disparado torpedos contra uma fragata da Coréia do Sul. Além disso, criou também um perfil no Twitter, o @uriminzok, e publica conteúdos anti-capitalistas, em sua grande maioria direcionados contra os EUA e a Coréia do Sul. Segundo o Korea Times, a palavra “uriminzok” significa “nosso povo” em coreano. Que paradoxo, não? O @uriminzok já conta com 2.500 leitores, mas não segue nenhum outro. Obviamente, os seguidores desse perfil, que com certeza não são norte-coreanos, não imaginam qual é o impacto de ações como essa, pois cidadãos desse país não sabem nem da existência dessa ferramenta chamada Internet.

Infelizmente, ainda existem lugares assim, onde até a informação sofre repressão por parte de um governo totalitarista. Para mim é impensável um mundo assim. Ainda bem que não nasci no Oriente.

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>> Veja também: Saiba como fazer das Redes Sociais grandes aliadas da sua empresa

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  • Muito Legal o Blog Parabéns!!

    • Fabrício, obrigada pela visita. Aguardamos seu retono em nosso blog. Abraço!

  • Rafael Moreira Souza

    E qual é o problema de publicarem na internet e o seu ponto de vista?? Prefere acreditar nos Estados Unidos de que a Coréia do Norte lançou os mísseis?? Pelo jeito vc é daqueles que ainda acredita em Papai Noel e que o Sadam tinha armas de destruição em massa hahahaha

  • Rafael Moreira Souza

    E só complementando. Ainda bem que nasci em um país em que não há censura na internet. Diferente do pobre povo norte-americano que tem a TeleSUR censurada. Viver no regime norte-americano que ordena a Mastercard, Visa, Paypal e outras a bloquearem doações à Wikileaks, que tortura presos políticos em Guantanamo e que prende seus cidadãos por mostrarem a verdade ao mundo (vide caso de 
    Bradley Manning http://rfi.my/tcaBwP )… realmente viver nesse regime norte-americano deve ser difícil. Não queria viver em um país que vc não pode fazer protestos contra Wall Street nas ruas se não será espancado pelas forças de segurança até perder o bebê (caso seja grávida) http://bit.ly/vLDFXi e inclusive será detido. Que mente o tempo todo sobre os países que não aceitam suas ordens, como o caso das “armas de destruição em massa” que nunca existiram e vc acreditou, pq sempre acredita no que a TV fala. Espero que um dia o povo norte-americano possa viver livre desse regime repressor que controla suas informações através da Fox News e CNN e que um dia possa saber o que acontece no mundo e saber quem é mesmo mal e quem é mesmo bom.