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Por Felipe Leduino

Lá vou eu mais uma vez abrir meu Twitter. Tô cada vez mais integrado a esse esquema de “redes sociais”. Parece vício, mas nessa ferramenta eu junto tudo o que faço na Internet. Converso com velhos amigos, conheço novos amigos, leio notícias de várias áreas ao mesmo tempo, assisto a vídeos e o melhor de tudo: recebo uma infinidade de novidades. Tudo corre às mil maravilhas até que, opa!, um spam? Falei em cerveja e um curso de beer-training me segue. Falo em filmes e um site especializado se oferece. Baixar ringtones? Pô, aí é demais!

Ouvi uma vez, não me lembro de qual teórico da comunicação, que a publicidade, quando se torna invasiva, tem grandes chances de virar anti-propaganda. E isso já sabemos bem, graças aos e-mails indesejáveis que recebemos diariamente. Mas se toda essa panfletagem via web não transpõe os limites de seu computador, beleza. O problema é quando ela toma a dimensão real e bate na porta de sua casa.

Não parece real, mas é exatamente assim que a Bullet criou sua nova campanha para o Omo. Como a idéia era divulgar o produto com uma fórmula química que localiza a sujeira na roupa, a Unilever aceitou também localizar seu consumidor.  Assim nasceu a idéia de inserir GPSs dentro das embalagens do sabão-em-pó para localizar os clientes sortudos. Não deixa de ser uma sacada criativa e engenhosa, mas realmente ela causará um impacto positivo? Nem toda a dona-de-casa presta atenção em campanhas publicitárias. Então imagine o perigo quando ela receber um spam em formato humano tocando no seu interfone. Sim, porque o GPS do Omo promete localizar até o andar em que se encontra! E para o contemplado consumidor, uma câmera digital de última geração e uma viagem ao interior de São Paulo. Isso sem contar a sensação de estar sendo perseguido como num blockbuster de ação.

Além disso, está sendo feita toda uma campanha em inúmeras mídias, com um investimento altíssimo.  Mas todo esse gás para apenas 50 caixas contempladas com o GPS? Entre quantas caixas vendidas no Brasil inteiro?

A idéia é um pouco maluca, mas é capaz de dar certo. Pode ser que sim, pode ser que não. Vim pensando nisso voltando agora do supermercado. Tive que comprar algumas coisas que estavam faltando. Pão, frutas, sabão em pó, essas coisas. Mas agora vou ter que ir. Até a próxima. O meu interfone tá tocando.

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>> Veja também: 7 dicas para produzir vídeos virais (Nem o Stallone escapou deles!)

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  • Sabrina

    Bah Felipe! Ser seguida para ganhar uma câmera (mesmo sendo de última geração) e uma viagem ao interior de SP! Esses prêmios não são tão atraentes, né.
    A jogada foi interessante, mas o GPS não muda o peso da caixa? Não vai dar gente procurando no mercado qual a caixa mais pesada? Será?
    Sobre a panfletagem virtual… na minha opinião é o que estraga as redes sociais.

    Até mais!

  • Também concordo que o premio disvirtua a campanha .. sei lá . podia ser algo mais ligado a marca …
    Enfim … vamos ver se esse investimento todo repercute de forma positiva …
    Na minha opinião não acho que as pessoas comprarão mais sabão em pó por isso .
    Outro fato é que a marca Omo é uma das mais caras do mercado .. será que essa tecnologia imbutida não influenciará no preço??
    Ficam aqui as perguntas …

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