Por Fernanda Sarate >>

Você sabe como deve ser o “profissional verde”?

Empresas e carreiras mais verdes a nova ordem do mercadoDentro da programação do CONGREGARH – Congresso de Gestão de Pessoas, promovido pela ABRH – Associação Brasileira de Recursos Humanos – foi realizado o painel “A nova ordem do mercado: empresas e carreiras mais verdes”, com Nelson Saviolli (Superintendente Executivo da Fundação Roberto Marinho) e Marcos Nascimento (Educador, consultor e Certified Coach) e Leyla Nascimento (Especialista em RH e Mestre em Gestão Empresarial). Antes que alguns abandonem este post pensando que este é um assunto de RH e não de Comunicação, uma dica: a sustentabilidade é um assunto que deve ser tratado multidisciplinarmente. Esta é, inclusive, uma das conclusões do painel.

Leyla Nascimento lembrou que, conforme Edgar Morin, fragmentamos cada vez mais funções/atribuições/conceitos e, muitas vezes, não estamos conseguindo enxergar o todo. Isso se aplica diretamente à questão da sustentabilidade, que ainda é tratada em diversas esferas como algo isolado, que deve ser pensado apenas por ambientalistas e profissionais ligados diretamente ao meio ambiente. Vemos apenas a ponta da questão sem perceber que ela afeta a todos, enquanto cidadãos e, também, como profissionais.

Nelson Saviolli reforçou este preceito concluindo que cuidar do meio ambiente e garantir a sustentabilidade das organizações são, hoje, imperativos morais, culturais e econômicos. Assim, novos negócios estão sendo criados a partir desta visão e as atuais empresas precisarão modificar seus processos, não apenas de produção, mas, também, de criação dos produtos/serviços para se adequarem a esta realidade. Este é um excelente campo para nós, profissionais de comunicação ou marketing, refletirmos e atuarmos. Hoje, é uma oportunidade, em um futuro não muito distante, será uma regra.
Para Saviolli os profissionais devem já procurar uma formação dentro dos princípios da sustentabilidade e do meio ambiente, visando uma “empregabilidade verde” – que seria constituída pelo conjunto dessas novas competências profissionais, tanto técnicas quanto comportamentais. Sobre esta questão, Nelson ainda sugere que ter bons “profissionais verdes” nessa segunda década do século XXI demandará mais esforço para as organizações do que tiveram no final do século XX para ter bons profissionais de T.I.

Finalizando o painel, Marcos Nascimento apresentou o perfil do que ele considera ser o “profissional verde”: Deve ser orientado à sustentabilidade, com capacidade de diálogo e articulação, deve possuir visão macro da empresa e preocupação com o triple bottom line (tripé da sustentabilidade, abrangendo, além do âmbito econômico, também o social e o ambiental). O objetivo deste profissional seria conduzir a empresa à longevidade e manter a sustentabilidade do negócio. Para formar este profissional, as universidades deveriam, na opinião de Nascimento, oferecer currículos visando à formação integral dos profissionais e não apenas uma disciplina isolada abordando a sustentabilidade.

Estes foram os principais tópicos do painel que deixa alguns desafios tanto para quem é profissional já formado quanto para quem ainda está estudando. A sustentabilidade é um tópico importante que devemos buscar compreender e incorporar em nosso cotidiano – mesmo que em nosso crachá não conste o termo em nossa função, ele deve ser levado sempre em consideração em nossas ações – profissionais e, também, pessoais.

Fonte da imagem: meioambiente.culturamix.com

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