18
jul
2016

Eventos são um mercado de verdade, RPs!

Quando entramos na faculdade de Relações Públicas, a piada entre os demais estudantes de comunicação é que somos os ‘fazedores de festinha‘. A área de eventos, muitas vezes, é vista com certo desprezo, até pelos próprios estudantes de RP, como se exercer esta atividade fosse algo que diminuísse o profissional. Ledo engano, caro leitor.

Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Eventos – ABEOC Brasil, o setor de Eventos e Turismo no país cresce cerca de 14% ao ano. Em 2013, o setor apresentou receita de mais de R$ 200 bilhões, incluindo Feiras e Congressos, o que representou 4,32% do PIB naquele ano. Além disso, cerca de 7,5 milhões de empregos foram gerados, entre efetivos e terceiros. Isso, falando de ações corporativas. Em estudo mais recente (2015), a Associação Brasileira de Eventos Sociais – ABRAFESTA, informou que foram realizados mais de 1 milhão de casamentos em 2014 e o mercado social inclui formaturas, festas de debutantes e outras confraternizações menores. Estima-se que o faturamento tenha sido de quase R$ 17 bilhões só em 2014.

No caso dos eventos corporativos, estes tem os mais diversos formatos, tamanhos, orçamentos e finalidades, mas todos tem um quê comum: estabelecer relacionamento com um ou mais públicos. Seja um festival musical, um coquetel de lançamento de produto, um treinamento motivacional ou uma ação promocional, todas as ações fazem com que marcas e pessoas interajam, reajam e emocionem-se de uma ou de outra maneira. E lidar com a emoção das pessoas é um bem precioso, audacioso e deve ser meticulosamente planejado.

Então, porque ainda vemos o setor de eventos com olhos tão preconceituosos?

O profissional de eventos, imaginando-se como o produtor executivo, responsável por todo o planejamento e execução da ação escolhida, tem que ser um excelente negociador,  altamente organizado, com forte capacidade de liderança, tem que saber permear por entre públicos diversos, ser, ao mesmo tempo planejador cauteloso e um exímio gestor de crises, entender de etiqueta e protocolo, bem como saber lidar com os curtos prazos do mercado. Para aqueles que trabalham com eventos sociais, ainda é necessário ser, muitas vezes, um ombro amigo, conciliador e, alguns dizem, “anjo da guarda”.

Nestes momentos de crise econômica, eventos surgem como uma possibilidade real de fechamento de negócios e alcance de metas. Basta saber como criar as oportunidades perfeitamente alinhadas com a estratégia da empresa ou organização. E, claro, pra todo casamento, esperar pelo SIM ao pé do altar!

Claro, falar dos tipos de eventos são posts à parte: produção cultural, sociais, corporativos, que impactem a sociedade, esportivos…em poucos dias acompanharemos um evento de proporções épicas no país – as Olimpíadas e as Paralimpíadas. Veremos o que nos reserva a capacidade técnica do Brasil para que sejamos vistos mundo afora como exemplos.

Outros artigos sobre eventos aqui do blog: De 2011 | De 2012 | De 2014

Quer (re)conhecer algumas ações bacanas de eventos?

Impacto Social | Corrida Maluca 2016 | Smile Flame 

Esportivo/Aventura | Red Bull Air Race 2016 | Red Bull Events

Festival de Música | Rock In Rio | Rock In Rio

Imagem: arquivo RIR

Imagem: arquivo RIR

Turístico | Natal Luz de Gramado | Prefeitura de Gramado

Natal Luz de Gramado (2015). Foto: Cleiton Thiele/SerraPress

Imagem: Cleiton Thiele/SerraPress

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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