Por Emanuela da Silva>>

Os hackers são indivíduos que modificam softwares de computadores desenvolvendo funcionalidades e alterando funções de acordo com o seu comendo. O número de pessoas que usa a tecnologia de maneira duvidosa tem aumentado gradualmente. Recentemente, as notícias sobre invasões a sites empresariais, governamentais, ONGs, perfis das classes política e artística demonstram que esses são alguns dos alvos preferidos deles. Esse fenômeno que ocorre mundialmente pode gerar sérias consequências com proporções incalculáveis.

O jovem britânico Ryan Cleary, 19 anos, foi preso por ter sido acusado de participar dos ataques do grupo de hackers LulzSec a sites internacionais, e foi libertado sob fiança pela Justiça da Grã-Bretanha, com a condição de que não acesse a Internet. Os motivos que levam os hackers a invadir os sites são diversos. O motivo do americano Walter Powell foi a sua demissão. Semanas após ser mandado embora, começou a invadir o sistema da antiga empresa como forma de represália ao antigo chefe.

Sob alegação de protesto, os hackers praticaram uma onda de invasões a páginas oficiais do governo brasileiro na última semana. Conseguiram tirar alguns sites do ar e bloquear o acesso a informações. Algumas prefeituras de Norte a Sul do Brasil ficaram com os serviços suspensos. Páginas da Petrobrás, Presidência da República, Receita Federal, IBGE, Ministério dos Esportes foram hackeadas. Algumas informações, supostamente sigilosas, foram divulgadas na rede. Porém, os investigadores discordam desta afirmação.

De acordo com o perito Marcelo Lau, especialista em cibersegurança, os ataques são de responsabilidade de dois grupos: LulzSec e Fail Shell, os quais lideram ataques em todo o mundo contra governos e empresas, com o objetivo de mostrar a corrupção e a limitação do uso da internet.

INTERNET: MUNDO “LIVRE”

Como o ciberespaço é livre, sem fronteiras, há muita gente se especializando em cursos de hackers, que podem até ser encontrados na rede, pagos ou gratuitos.

Existem milhares de vídeos como estes acima, e isso aumenta a preocupação com ataques. A ousadia deles é tanta, que algumas emissoras de TV americanas tiveram os sites invadidos após terem exibidos programas com críticas aos hackers. Acredita-se que o novo perfil de hacker aja de forma organizada na rede e possa estar a serviço de terroristas ou espionagem industrial. As armas usadas por eles são vírus, como o conhecido “cavalo de tróia” e muitos outros, causando grandes prejuízos. Hackers são pessoas com bastante conhecimento tecnológico, tendo ou não formação acadêmica. Geralmente, participam de fóruns para trocar ideias e experiências com os demais. Eles compartilham a mesma visão ideológica adotada pelas pessoas do mesmo meio. Essa característica pode ser usada para vários interesses por grupos diversos – terroristas, políticos e outros.

HACKERS x CRACKERS

Mesmo parecendo um filme de espionagem, o mundo virtual está repleto de dualidades. Além das nomenclaturas do mundo digital, temos a rivalidade entre os grupos de Hackers e os de Crackers. Ou seja, pode ser que tudo o que foi falado até o momento atribuído ao hacker seja, na verdade, ação do cracker, já que, de acordo com algumas definições, este último é o que invade os computadores de forma maliciosa e causa danos agindo com intuito de pirataria.

Os hackers são indivíduos que utilizam seu conhecimento para testar o controle de segurança no sistema de uma empresa, e as invasões são a forma de atestar a eficácia do controle de segurança. Entretanto, os rótulos destes profissionais confundem não só os leigos como os que possuem um pouco de esclarecimento. São chamados de Hackers Éticos, profissionais contratados por instituições financeiras para testar a segurança dos recursos implementados no ambiente computacional do banco e na tecnologia de internet banking. A função do Hacker Ético é dificultar e impedir que os crakers invadam e obtenham informações confidenciais. Portanto, chegamos à conclusão de que a maioria dos veículos de comunicação noticiaram erroneamente os acontecimentos, pois os mesmos não fizeram as distinções devidas. Cabe uma reflexão: será que estamos preparados para noticiar sobre assuntos que não dominamos, sendo que a informação é formadora de opinião? Não seria melhor checar as informações antes de repassar, do que tratá-la como mercadoria? Parece que neste caso dar o “furo” antes da concorrência foi a preocupação inicial, mas as informações relatadas são verídicas, mesmo atribuído a culpa aos hackers quando na verdade tratam-se de crakers. Tentamos exemplificar o que acontece diariamente. Em resumo, não devemos aceitar tudo como verdade sem ao menos ter a curiosidade de investigar. E outra coisa, devemos ter muito cuidados com os dados pessoais na rede.

Para saber as diferenças entre hacker e cracker, confira o vídeo abaixo:

Fontes:

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=18&id_news=518326

http://olhardigital.uol.com.br/cache_true/produtos/digital_news/noticias/americano_e_acusado_de_hackear_o_proprio_chefe_apos_ter_sido_demitido

http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/6/24/novo-perfil-de-hacker-desafia-avaliacao-de-especialistas/

http://under-linux.org/blogs/dennyroger/conheca-diferenca-entre-hacker-e-cracker-198/

 

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  • Franck

    Finalmente um meio de comunicação veicula uma informação correta, e de acordo com seus significados coerentes!!! Parabéns pelo post Manú!!!

    • Obrigado pelo comentário, Franck. Infelizmente, o significado errado da palavra hacker se difundiu de tal forma que até veículos de comunicação com grande audiência divulgam notícias com a denominação errada, colaborando para confundir ainda mais os leigos.

      Abraços!