20
jun
2017

Inbound marketing para empreendedores

Sou o tipo de RP mais focada em ações offline, de relacionamento direto, face to face, mas entender das questões digitais nunca foi tão necessário. Então, aproveitando o CongregaRP que aconteceu no início de junho, promovido pela Associação Brasileira de Relações Públicas – ABRP RS/SC, me inscrevi no workshop Inbound Marketing, ministrado pela RP, empresária desde os 15, Tatiana Meuser, que hoje comanda a Interativa Conteúdos. Foram 2 horas de um aprendizado intenso, com uma linha de raciocínio super didática. Dava pra ser até uma edição ‘for dummies’ porque todo mundo – até quem não sabia nada de nada (eu) – saiu de lá entendendo do assunto! 

Importante! Lá embaixo tem a 'tradução' das expressões usadas no texto, ok?
 

Imagem do ppt da Tati =)

Afinal, o que é Inbound Marketing?

Inbound Marketing é “marketing de atração”. Conjunto de estratégias que busca trazer potenciais clientes, voluntariamente, para acessar e interagir com os canais da empresa, estimulando o relacionamento com o consumidor. Se vale da produção, publicação e entrega de conteúdos, de forma gradual, ‘educando’ esse consumidor até a entrega do produto final.

Inbound marketing não é marketing de conteúdo, mas uma metodologia que usa conteúdo como ferramenta (um dos pontos fortes) no caminho entre a captação deste lead (cliente potencial) até a venda efetiva do produto ou serviço. Uma analogia bacana que a Tati fez foi “Se o IM fosse um carro, o conteúdo seria a bateria”. 

Para que serve e como funciona? 

Os objetivos são aumentar a visibilidade do negócio, captar clientes (com custo menor e mais direcionado) e otimizar o processo de vendas.

Fluxo do Inbound Marketing

O caminho percorrido costuma ser ATRAIR > CONVERTER > FECHAR > ENCANTAR. Funciona mais ou menos assim: eu ou você busca na internet ‘decoração de festas’. Através de técnicas de SEO, nós encontramos e clicamos [fase da atração]  no site da empresa (fictícia) “Decora Festas”.

Entramos em um site estilo landing page, que busca trazer informações objetivas, claras e organizadas e possui um ‘call to action’ onde, já que nos interessamos pelo conteúdo, promoção ou algo do gênero, [fase da conversão] deixamos algum contato (normalmente nome e e-mail, às vezes telefone, idade, ou dados que a “Decora Festas” achar relevante ter para seu mailing) e viramos um lead.

Com nosso contato em sua base de dados, a “Decora Festas” nos envia um e-mail marketing ou uma newsletter ou algum tipo de comunicação que acione os ‘gatilhos’ de compra – já que nem todo lead está pronto para fechar negócio de cara. Tudo depende do produto ofertado, se é mais rápido ou demorado para fechar a venda. Às vezes, pode ser um material com dicas de decoração, ou direto uma promoção especial. E mais um call to action. Nós decidimos fechar negócio [fase do fechamento] e efetivamente viramos cliente.

Pode ser que o produto vendido seja do tipo ‘compra única’ – um apartamento, que demora para comprar outro – ou não. No caso deste exemplo – decoração de festa – a compra costuma ser recorrente, já aniversário tem todo ano. E aí entra a [fase do encantamento]. Além de um bom serviço, é importante a “Decora Festas” manter um bom relacionamento conosco, nos enviando um e-mail solicitando feedback da decoração, dando parabéns ao aniversariante, entrando em contato uns dois meses antes da data contratada no ano seguinte…assim, nós, clientes, viramos divulgadores da marca.

E como aplico o Inbound Marketing no meu negócio?

Ok, agora deu pra entender a lógica do inbound, então, você precisa alinhar alguns fatores do seu negócio para saber como aplicá-lo: 1) Analise seu negócio: o que a marca já tem, o que falta, como esses canais tem sido usados? 2) Em quais mídias estão os públicos da sua marca? 3) Como está a experiência do usuário e usabilidade nesses canais? 4) Como a marca comunica seus produtos e serviços? 5) O formato atual de seus canais está levando a conversões? 6) Como está o ecossistema completo da empresa para favorecer a estratégia? (alinhamento entre equipes, atendimento, sucesso do cliente, discurso de vendas, etc).

Outras questões relevantes:

O inbound marketing segue a lógica do funil de vendas e uma fase importante a ser incluída no processo é a parte de [análise] ao final de cada campanha. Afinal, estratégia sem mensuração de resultados não tem motivo, certo?

Ao adotar essa metodologia, avalie e crie corretamente as personas do negócio. Importante até dar um ‘rosto’ a cada persona que se queira atingir, porque assim é mais fácil adequar a linguagem da comunicação de forma mais assertiva. Falar com essa persona facilita o desenvolvimento da “jornada de compra” (falamos mais deste tema em um outro post, ok?)A comunicação deve ser adequada a cada uma destas fases.

Descoberta > Interesse > Consideração > Intenção (de compra) > Avaliação > Compra.

PPT da Tati

 

Dicas da Tati:

  • “Site não é casa alugada”. Ou seja, é importante estar nas redes sociais, mas não deixe de ter um site e de atrair seus leads e clientes para lá.
  • Não tenha um site estático, inclua um blog com conteúdo próprio, que dê relevância para o seu negócio.
  • Trabalhe com técnicas adequadas de SEO, buscando um tráfego orgânico, mas invista, sempre que possível, em adwords.
  • O tempo de vida de um site é, em média, de 18 meses. Atualize-o em formatação, layout, funcionalidades, sempre.
  • IM é uma maratona, não uma prova de 5km.

Agora, aqui vai uma dica minha:

Preferencialmente, contrate um profissional! O trabalho do marketing digital é de longo prazo, não espere retornos rápidos e entenda que seu alcance (e tempo de retorno) varia conforme sua possibilidade de investimento. Se não pode muito, comece devagar, mas faça! =) #DicaDaDani

Traduzindo o internetês:

SEO: Search Engine Optimization ou Otimização de Sites. Técnica que usa estratégias e palavras-chave para melhorar o ranqueamento do site em ferramentas de busca.

Landing Page: página de entrada, com comunicação objetiva, que busca ‘converter’ aquele visitante interessado em lead. Normalmente disponibiliza algum ‘material rico’, onde o visitante deixa seus dados em troca de acesso a  ele.

Call to Action: Literalmente ‘chamada para ação’. Sabe aqueles botões ‘clique aqui para saber mais’ ou ‘baixe seu e-book’? Então, é isso…um convite para interagir (e deixar seus dados).

Lead: cliente potencial. Aquela pessoa que demonstrou algum interesse no seu produto ou serviço. Ou seja, está entre o ‘visitante’ do site e o ‘cliente’ efetivo (que compra).

Persona: é o aprofundamento do público alvo (que costuma classificar de forma mais abrangente…gênero, idade, classe social), com características intangíveis, como emocionais, por exemplo.

 

Como informado no início, esse texto se baseia na apresentação da Tati Meuser. Algumas questões foram extraídas da apresentação, mas a maioria é o meu entedimento sobre o tema, ok? Qualquer consideração é bem-vinda, visto que sou mais off do que on. #benice 😉 

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