Guest post por Fernanda Sarate >>

O “pai do marketing moderno” realizou seminário nesta semana, em Porto Alegre, sobre o novo papel do marketing em uma economia conectada por redes. Confira como foi.

Fonte da imagem: manipulacaocinzenta.wordpress.com

Uma mega produção anunciava um grande evento. Teatro lotado, show de luzes e execução especial do hino nacional. Tudo em grande escala para a apresentação de uma grande personalidade internacional. Mas, no momento em que esta pessoa sobe ao palco tudo muda. É próximo, simples, sem exageros. Já neste ínterim foi possível traçar um paralelo entre o marketing 2.0, na organização do evento, e o 3.0, personificado no próprio Kotler.

E Kotler inicia sua fala contando histórias (o que toca mais as pessoas do que boas histórias?), conquistando, assim, a atenção da plateia e mostrando que o storytelling é, de fato, a base para o branding e para traduzir a proposição de valor do marketing 3.0: funcional, emocional e espiritual.

O marketing 3.0 é o marketing da gestão de valores. Ele resulta da evolução do pensamento gerencial, que iniciou com a gestão de produtos, passou pela gestão de clientes e foi seguida pela gestão de marcas. E o que seria este marketing de valores? É quando, além de vender seus produtos, satisfazer e reter o cliente sua empresa também quer tornar o mundo melhor. Isso porque a empresa passa a ver o consumidor não apenas como comprador com necessidades que seu produto / serviço pode satisfazer, mas, também, como um ser humano pleno, com coração, mente e espírito. Isso se traduz na mudança dos valores, além de ser a melhor e se diferenciar, a empresa busca fazer a diferença na sociedade.

Além disso, no marketing 3.0 as empresas não almejam apenas entregar felicidade ao seu cliente, mas, também, querem ser amadas. E, para isso, deve-se ir além da segmentação de mercado. A marca deve criar /conquistar comunidades. Um grande exemplo disso é a Apple. A empresa tem uma comunidade de fãs que amam a marca, são seus guardiões. Isso não ocorre com empresas que não percebem a multidimensionalidade de seus clientes. Hoje, o consumidor não quer apenas a satisfação funcional através dos produtos / serviços que escolhe, mas também a emocional e a espiritual.

E o profissional de marketing neste contexto? Kotler é definitivo e arranca sorrisos empáticos quando diz que, hoje, a vida do profissional de marketing está muito mais difícil. Até há não muito tempo, ele se preocupava em conquistar espaços na prateleira, havia poucos meios e veículos para divulgação, e a promoção era mais simples de fazer. O marketing era – e, em alguns casos ainda é – percebido como uma função de assessoria a outras áreas como o comercial, sendo visto como um centro de custos e não de lucros. Na visão de Kotler, hoje o marketing tem um papel importante na elaboração do plano de desenvolvimento da empresa, devendo detectar oportunidades de negócios, auxiliar no desenvolvimento de novos produtos e representar a voz do cliente na organização. Para ele, os profissionais de marketing que se destacarão serão aqueles com capacidade de fazer negócios, que possuem uma visão abrangente de marketing e que são capazes de prestar contas sobre o seu impacto nos resultados da empresa.

E qual é o resultado esperado neste contexto de marketing 3.0? O mais simples e desafiador possível: a felicidade humana, através da filosofia de que “o que é bom para a sociedade é bom para as empresas” (GE).

Fernanda Sarate – Coordenadora de marketing, publicitária, cursa pós-graduação em Branding de Conexão e possui quase dez anos de experiência na área – e alguns outros de vida. Poetisa e fotógrafa amadora, assim como Chaplin acredita que “cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre.” Para acharem a Fernanda no Twitter: @FernandaSarate

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  • Lucas_11

    O que ele representa na área do Marketing?