14
out

McDonald's, I was lovin' it!

Por Gabrielle Duarte Moreira

Desde o dia 16 de setembro, quando li uma matéria no jornal, fiquei sabendo qual seria o tema do meu post. Estava lendo o “O Sul” e me deparei com uma notícia que me chocou: falava sobre um vídeo, de 39 segundos, que seria veiculado no intervalo da programação da TV Americana, em Washington. O comercial foi produzido por um grupo independente de médicos, o PCRM (Physicians Committee for Responsible Medicine) e o conteúdo deste vídeo mostra um homem de meia-idade morto, em um necrotério, segurando um Big Mac mordido. A cena segue, e então, quando filmam os pés dele aparece o logo do McDonald’s e a frase “I was lovin it”, e termina com uma narração que diz “Colesterol alto, pressão alta, ataques cardíacos. Hoje à noite, seja vegetariano”.

Comecei a pesquisar sobre o assunto e percebi que existem vários grupos que seguem a mesma linha de protesto com imagens impactantes, frases marcantes e, de certa forma, agressivas; tudo para impressionar o espectador. Como estudante de jornalismo, acredito que quando observamos diversas opiniões sobre o mesmo assunto conseguimos definir nossa posição a respeito do fato mais claramente, porém, veicular um comercial tão forte e chocante como este a respeito de uma comida tão popular, principalmente entre crianças, é um pouco radical.

O jornal relata que este grupo de médicos se posiciona desta forma em função do crescente número de obesos que existem nos EUA, e também nas grandes capitais do mundo. Concordo que esse é um problema social que pode acarretar várias outras doenças e precisa ser tratado imediatamente, mas isso não se deve somente à ação deste fast food em especial. O que falta é a conscientização dos consumidores de lanches rápidos. Não há problema em comer sanduíche e batata frita “lá de vez em quando”, o problema é a alta frequência com que esses produtos são consumidos.

Este vídeo agride e impressiona não só os consumidores compulsivos do McDonald’s e de outras redes de fast food, mas sim todas as pessoas que não têm relação com a história, e, inclusive, crianças que estão assistindo TV naquele momento. Acho muito válida a intenção da PCRM, porém, o modo como foi feito, infelizmente, não me parece o mais correto e mais didático de tratar o assunto.

.

>> Veja também: Sites de compra coletiva: uma nova mídia estratégica

 

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Anunciantes

  • Anúncie no blog Comunicação & Tendências
  • Anúncie no blog Comunicação & Tendências