21
fev
2011

O avanço da tecnologia e o futuro da escrita

Por Sabrina Raupp

Um belo dia, estava olhando o G1, na seção sobre tecnologia, e tive duas visões: num futuro não muito distante, ninguém mais escreverá. Tudo será digital, digitalizado. Somente teclas ou touch screen serão pressionados. Acordos, contratos, memorandos e afins serão digitados e a autoridade que os verídica o fará por meio do leitor óptico.

Caneta, borracha e apontador não mais existirão. Lápis, somente o de olho (maquiagem feminina que ainda não teve um substituto à altura). A outra visão diz respeito as relações interpessoais. As pessoas se encontrarão cada vez menos. Conversas serão substituídas por twittes, scraps e torpedos.

O motivo das visões foram estas matérias publicadas no G1: Tablet de menos de 1kg vira caderno, livro e apostila de alunos no Brasil e Católicos não podem se confessar pelo iPhone, diz Vaticano e Vaticano reprova confissões pelo iPhone.

Brincadeiras à parte, o desenvolvimento tecnológico e a ‘fome’ por possuir novas tecnologias às vezes me assustam. Assim como o fato de substituirmos uma divertida e calorosa roda de amigos por uma conversa compartilhada no MSN, Skype e outros.

A troca de cadernos, apostilas e livros por um tablet vai tirar o peso das costas (literalmente) dos alunos e vai fazer com que eles escrevam cada vez menos. E como seria a vida de uma pessoa alfabetizada, mas que nunca escreveu com o próprio punho? Quais seriam os reflexos na sociedade?

A busca por meios tecnológicos para facilitar o dia-a-dia levou a Apple a criar o aplicativo para os católicos se confessarem via iPhone. Pois é, isso facilita muito. Se estiver na rua e cobiçar o homem da próxima já posso mandar o meu pedido de perdão rapidinho e nem vou ter que encarar o padre. Será que haverá, realmente, arrependimento? Parece bobagem, mas se isso fosse aprovado pela Igreja Católica, para mim, seria um anúncio do fim dos tempos.

O crescimento desenfreado faz com que as pessoas só pensem no agora. Projeções sobre como isso irá repercutir daqui a 10, 15 anos são deixadas de lado. O avanço tecnológico pode ser necessário, mas deve ser pensado, calculado. Afinal, já ouvi reclamações de diversas professoras sobre alunos que rejeitam a escola porque dizem que podem aprender muito mais na Internet. Mas, será que aprendem?

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