17
mar
2014

O publicitário contemporâneo

Por Tauana Jeffman >>

O publicitário deve sempre pensar para além da sua caixinha. Deve ser um mundólogo.

1615128_670233903017854_1854418252_nCerta vez, lendo Edgar Morin, me deparei com uma de suas constatações mais sensíveis: “devemos ser mundólogos”. Ou seja, precisamos entender de mundo, de pessoas, de contextos, de culturas, de relações sociais. De tudo um pouco. Claro que, nós publicitários, tendemos a nos especializar e a trabalhar em áreas específicas. Como meu amigo que é planner ou outra amiga que é atendimento.

Cada um deles tem pleno domínio de suas áreas, mas, assim como eu, sabe que o publicitário deve sempre pensar para além da sua caixinha. Deve ser um mundólogo. Além disso, o publicitário deve sempre se nutrir de diversas fontes, ampliando e enriquecendo o seu repertório cultural. Essa necessidade se agrava muito mais na contemporaneidade, onde a informação é vasta, mas a atenção é escassa; onde os consumidores estão cada vez mais atentos, críticos, questionadores e independentes. E pra conseguir dialogar com esse novo consumidor, obviamente, o publicitário também deve evoluir e acompanhar as transformações de sua época.

Pensando nisso, Marina Cunha e Eliseu Machado Jr acreditam que o publicitário contemporâneo deve ser: gestor, agregador, estrategista e integrador. Só reunindo essas habilidades, acreditam os pesquisadores, o publicitário consegue dar conta dos desafios que enfrenta em seu dia a dia. O publicitário gestor é aquele que domina um “conjunto de princípios e normas que, por meio de indivíduos, atinge um resultado comum”. Ao fazer isso, ele precisa possuir habilidades técnicas, humanas e conceituais. O publicitário é agregador quando agrega valor, “fazendo a soma de 1+1 ser sempre maior que 2”. Agregar também é saber gerir recursos e estratégias. Ao ser estrategista, o publicitário “conseguirá gerir todo um contexto turbulento, apontando as diversas possibilidades de se atingir os resultados esperados”. Por fim, ao ser integrador, ele conseguirá cooperar para “um fim comum”, ou seja, conseguirá ser uma peça importante dentro de um fluxo. Claro que, além disso tudo, o publicitário também deve estar aberto a novas possibilidades e novidades, ser curioso, criativo, inquieto, ter visão sinérgica e ser pró-ativo. Aliás, nunca esqueça a pró-atividade.

 

Fonte consultada: DA CUNHA, Marina; MACHADO JR, Eliseu. Publicitário ou gestor de comunicação? Uma releitura do papel do publicitário no cenário da comunicação. Pro-pesq. 2011.

 

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