Por Daniele Carlini >>

Empreendedorismo não é ciência nem arte. É prática. (Peter Drucker)

Neste mês, tive a oportunidade de trabalhar como voluntária na sexta edição do Virada Empreendedora, um dos maiores eventos de empreendedorismo do país, com 24h ininterruptas de atividades. Foram 12 arenas temáticas, mais de 100 atividades, entre palestras, pitches, workshops, feira de negócios e muita, muita troca e aprendizado.

Além de recepcionar o público e ajudá-los a se ambientar e identificar os locais das atividades, tive a oportunidade de cobrir algumas das palestras que compunham a programação (podem acompanhar outros textos no meu perfil no LinkedIn). Dentre estas, a palestra da fundadora da Rede Mulher Empreendedora e idealizadora da Virada, Ana Fontes. A palestra Atitude Empreendedora, apontou dados recentes do empreendedorismo no Brasil, suas motivações e suas oportunidades de melhoria.

Deem uma olhada nos números da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), realizada no Brasil pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP):

O Brasil é o país mais empreendedor do ranking, à frente de potências como China (26,7%), Estados Unidos (20%) e Reino Unido (17%).

● 45 milhões de brasileiros adultos (entre 18 e 64 anos) empreendem no país.

● 52% dos empregos formais do país foram gerados pelo pequeno negócio.

● Em 10 anos, nosso índice de empreendedores adultos saltou de 23 para 34,5%.

● Deste total, metade representa negócios com menos de 3,5 anos de atividade.

● Oportunidade de negócio foi o que motivou 70,6% dos novos empreendedores (não a necessidade).

● O Brasil tem quase 5 milhões de Micro Empreendedores (MEI) registrados (que faturam até R$ 60mil/ano). Em 2010, eram 700mil.

● Empreender/ter um negócio próprio é o 3º item na lista de sonhos do brasileiro (o 1º é ter a casa própria e o 2º é viajar).

Segundo Ana Fontes, “Empreender é para todos”, mas precisamos melhorar em questões como:

● Inovação: não quer dizer criar algo novo, mas sim, encontrar soluções para problemas, melhorar processos ou produtos existentes.

● Internacionalização: apenas 5% da população brasileira fala inglês e esta é a língua dos negócios. A burocracia para importação/exportação também é algo que precisa ser revista, para nos ajudar no caminho do crescimento empreendedor.

● Custo Brasil: os impostos são grandes vilões nos micro e pequenos negócios, principalmente quando se trata de taxações sobre a folha de pagamento. E a dificuldade nos processos de contratação e demissão restringem esse ciclo tão importante, afinal, “o emprego é o que faz a roda da economia girar”.

● Gestão de negócios: hoje, nós somos muito executores, temos conhecimentos básicos sobre gestão de negócios, que – segundo outros palestrantes do evento também – deve ser trabalhado desde a educação básica, estimulando diversas formas de pensamento e ação.

As melhores oportunidades de negócio são onde mais temos problemas. Precisamos mudar nosso olhar sobre essas questões, desenvolver senso crítico, desacreditar das fórmulas de sucesso, liderarmos pelo exemplo e, principalmente, sermos protagonistas da nossa própria história.

E o que empreender tem a ver com comunicação, Dani? Tudo, absolutamente! Como relações públicas, percebo no mercado de empreendedorismo a oportunidade de olhar estrategicamente o negócio, seja trabalhando sua imagem corporativa, seja criando oportunidade de ações e eventos onde os mesmos possam apresentar suas ideias e produtos, seja dando voz a estes novos líderes.

E, aproveitando esse fechamento, participem de quantos e tantos eventos puderem. Assistam! Interajam! Se voluntariem, sempre que possível! Vocês vão conhecer pessoas sensacionais e, muitas vezes, portas podem se abrir com estas oportunidades. #DicaDaDani =)

Fonte: http://uipi.com.br/wp-content/uploads/2015/10/Alunos-da-rede-p%C3%BAblica-v%C3%A3o-expor-ideias-em-feira-de-empreendedorismo.jpg

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