03
ago
2011

O que precisamos para inovar?

Por Andressa Carrasqueira >>

Inovação consiste em mudança nos processos, no jeito de fazer, em acrescentar chocolate ao leite condensado e deixar ferver pra ver no que dá.

Semana passada, a Maria Alana, administradora do nosso querido blog, nos passou as datas de nossos posts. Daí perguntei sobre o que ela achava bacana para escrever, e ela me passou que, falar sobre inovação nas empresas, e exemplos de como isso acontece, seria legal. Então lá fui eu catar informação sobre o assunto, pra tentar escrever alguma coisa bacana pra vocês.

O que acontece é que encontrei muita coisa na internet sem aplicabilidade prática. Muito conceito, pouco exemplo. Como sou uma garota de “como”, e não só de “o que”, comecei a refletir sobre como podemos fazer para inovar, principalmente quando estamos inseridos em um contexto que conhecemos muito bem.

Acho que a primeira coisa que precisamos fazer é entender que não sabemos tudo sobre nada. Assumir verdades absolutas do tipo “essa ação não funciona para este tipo de campanha”, ou, “isso sempre dá certo” pode levar a erros estratégicos catastróficos. Mas sair do feijão com arroz implica em riscos, por isso, para inovar, é preciso ser tolerante. O índice de erros pode aumentar, mas um acerto bem sucedido pode ser um divisor de águas na história de uma organização.

Outra coisa importante é não confundir ação nova com inovação. Tudo bem, o trocadilho ficou péssimo, mas é necessário entender que novas práticas numa empresa não são sempre inovadoras. Penso que, para inovar, é preciso ter um objetivo claro, e então começar a cogitar todas as possibilidades para chegar até ele, incluindo voar, se teletransportar, ou movê-lo até você.

Uma outra coisa que o Oceano Azul mostra é que inovar pode ser simplesmente aplicar características de um outro negócio ao seu. Seja preço de ônibus para passagem de avião, misturar circo com teatro, fazer um vinho que borbulha e é leve como um refrigerante, ou um walkman em que você coloca só as músicas que você gosta.

Podemos citar aqui várias empresas, como Apple, Google, Facebook, que são conhecidas por inovar. Mas isso é consequência do incentivo que elas dão ao trabalho em equipe, à liberdade de expressão e ao fato de assumirem riscos (vide Google Wave, Google Phone, Macintosh…). Hoje é preciso ser dinâmico, mesmo que isso signifique aprender com um erro e dar a volta por cima.

Para concluir, o mais importante de tudo, é saber ouvir. Ideias novas surgem a todo momento. Só que se ninguém conversar sobre elas, elas nunca deixarão de ser ideias. Um ambiente que permite a troca, a conversa, permite que sugestões sejam dadas, conhecimento compartilhado e novas ideias sejam lançadas. E um gestor que escuta é um gestor que enxerga a oportunidade de inovar, e consegue misturar as ideias da equipe com as suas. E várias cabeças pensar melhor do que uma, né não?

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