28
dez
2010

O “Relações Públicas” do BOPE no Rio

Por Felipe Leduino

Salve, leitores! Tudo bem?

Neste clima de retrospectiva que surge nesta época, resolvi trazer de volta o acontecimento que mais estrelou nos noticiários nacionais em 2010. Sem dúvida, o combate da Polícia Militar carioca ao narcotráfico merece este prêmio. Graças ao perfeito Big Brother promovido pela imprensa, a guerra saltava pra dentro de todas as casas através da TV, do rádio e da Internet. E quanto maior as evidências de informação escancaradas, mais contundente é a nossa opinião sobre os acontecimentos, enquanto receptores deste banho de notícias.

O que mais podemos destacar na comunicação deste evento, além do próprio trabalho dos noticiários, é a presença da voz da Polícia Militar carioca em todas as plataformas de notícias. Assim, diante de tantas declarações bastante firmes e sincronizadas pelas autoridades, o trabalho da segurança pública do Rio de Janeiro foi pouquíssimas vezes contestado.

Em outros casos semelhantes de conflito civil, como na recente Guerra do Iraque, jamais se levou um alto representante do front à conversa direta com a população – na época, George Bush e Condolleza Rice eram os principais porta-vozes. Mas sobre este fato, eu trouxe como objeto uma entrevista do próprio comandante da PMRJ ao Jornal Nacional, no auge das tarefas nos morros cariocas. Este oficial se tornou em um dos símbolos na luta da polícia pelo domínio das favelas, e era rapidamente identificado na mídia com o colete do Batalhão de Operações Especiais. Assim, até a saga Tropa de Elite tem a sua parcela de participação na criação desta identidade do policial carioca.

[youtube=http://www.youtube.com/v/ARzE1W4LcUI?fs=1&hl=pt_BR]

Estas entrevistas e a total abertura da PM à imprensa serviu de ferramenta de propaganda nacional e internacional das forças nacionais de segurança, que tanto são estigmatizadas no país. Assim, a vitória da ocupação, narrada minuto a minuto, conquistou âmbitos muito maiores.

A segurança pública é um dos maiores problemas da sociedade brasileira, mas este acontecimento serviu como um ensaio da intolerância sobre a criminalidade que tanto assola o país. E o vídeo que segue abaixo exemplifica muito bem como os governos procurarão daqui pra frente sair desta crise na qual muitos falaram que não teria fim. Mas enfim começamos a combater um dos crimes que mais assolam a nação. Vitória da polícia, vitória da nação. Mas ainda sequer chegamos na metade do problema.

Abraço e boas festas!

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>> Veja também: Jovem de 17 anos twitta guerra no Complexo do Alemão no Rio

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