03
maio
2011

Os impactos da Geração Y sobre o consumo

Por Marina Alano >>

“We all want to be Young.”

Você já deve ter ouvido falar da Geração Y, ou Millenium – os nascidos entre os anos 80 e 90 que, atualmente, são o maior número de consumidores em diversos segmentos da economia, e, também, ocupam a primeira posição na pirâmide da geração que mais cria tendências e influencia outras gerações.

Segundo algumas pesquisas realizadas, eles representam cerca de 20% da população brasileira e outros 210 milhões no restante do mundo em desenvolvimento. No entanto, para o desespero de muitas empresas, os hábitos de consumo dessa geração quebram todos os tipos de paradigmas conhecidos atualmente.

A Geração Y nasceu durante o “boom digital” e a globalização, cresceram com disponibilidade tecnológica, como redes sociais, redefinindo a forma de pessoas se relacionarem entre si, além de ser a geração jovem da história com maior nível de escolaridade, formação e maior flexibilidade de conceitos.

Para retratar melhor a importância do jovem no processo evolutivo, nas novas tendências e na economia, a Box1824, uma empresa brasileira de pesquisa especializada em tendências de comportamento e consumo, fez o vídeo “We all want to be Young”, resultado de diversos estudos nos últimos 5 anos  sobre os jovens.

Assista ao vídeo aqui:

QUEBRANDO PARADIGMAS DE CONSUMO

Uma das grandes diferenças entre a Geração Y e as anteriores são os meios de comunicação que esses jovens tiveram contato. A formação dos hábitos de consumo dos baby boomers e outras gerações foram significativamente influenciadas pela TV e rádio – meios passivos e unidirecionais que não permitem contestação ou comparação de informações.

A Geração Y, por sua vez, cresceu diante de uma multiplicidade de meios, em especial a Internet, os celulares e smartphones e, mais recentemente, as redes sociais. Esses meios são ativos, multidirecionais e interativos. A ordem descentralizada na qual a internet é baseada, com o fluxo de informações indo e vindo de diversas fontes emissoras, apresenta a essa geração insondáveis possibilidades de educação, interação e informação.

A internet e a forma como os jovens a utilizam são uma das grandes causas das mudanças de consumo. A rede mundial de computadores e o seu poder proporcionam a liberdade de comunicação, a posse da informação e o espaço para disseminá-la.

A maneira pela qual esses consumidores adquirem e compartilham opiniões e mensagens sobre marcas e produtos vem sendo redefinida por sites de comparação, como o Buscapé, sites de reclamação, como o Reclame Aqui, e sites/blogs de opiniões, comunidades de clientes e ex-clientes das respectivas marcas. Ou seja, profissionais de Marketing e de vendas terão que reaprender tudo o que sabem se quiserem manter suas receitas e lucros crescendo – e suas marcas relevantes. Um exemplo dessa mudança é a customização de serviços e produtos. A necessidade de diferenciar-se dos demais e expressar sua individualidade reflete-se nas formas de consumo e obriga as empresas a se adaptarem a estes clientes.

A NikeID permite que seus clientes customizem seus tênis.

Diante desse contexto, houve uma grande mudança no Marketing como conhecemos. As empresas e os profissionais da área vêm desenvolvendo novos formatos para tentar capturar a atenção da Geração Y, como Marketing de Guerrilha, Marketing Experiencial, campanhas em redes sociais, Marketing de Causas, entre outros.

Observamos atualmente diversas discussões a respeito das mudanças da Geração Y no mercado de trabalho, mas também é visível que os impactos sobre o consumo serão ainda mais significantes.

Os aspectos comportamentais e as expectativas da Geração Y aliadas às novas mídias assumem um papel fundamental na transformação de conceitos. A resistência aos formatos tradicionais de comunicação e relacionamentos unidirecionais desta geração é um convite ao novo. Ciente dessa evolução cada vez mais visível e constante, cabe às empresas saberem assumir esse papel e atenderem a essas novas expectativas.

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