03
jun
2014

Os pensadores da Comunicação estão no Twitter

Por Tauana Jeffman >>

Nós, comunicólogos, estamos sempre buscando fontes de informação e conhecimento, referências, livros, artigos, tudo o que pode nos auxiliar em nossos trabalhos, pesquisas e compreensões. Para entender os fenômenos que nos cercam e que se transformam constantemente, recorremos àqueles que dedicam seu tempo e sua inteligência para compreender tais questões. A voz de um autor ou de um pesquisador é sempre um norte de percepções, uma chama de luz que pode clarear nossas ideias. Há pouco tempo atrás, os autores com os quais trabalhávamos estavam distantes de nós, quase inalcançáveis (quando já não estavam mortos). Mas hoje, o que tem ocorrido é que cada dia mais essas “vozes” estão mais próximas, mais acessíveis, mais humanas. Para exemplificar tal afirmação, basta uma busca no Twitter para encontrarmos o perfil (verdadeiro) de diversos pesquisadores e autores. Aqui, listamos alguns nomes relevantes para a área da Comunicação, que os ofertam constantemente informação e conhecimento de forma simples e rápida. Nada melhor do que seguir o perfil certo para manter-se sempre atualizado.

Clay_Shirky

Clay Shirky

Professor do Programa de Telecomunicações Interativas da Universidade de Nova York, prestou consultoria a diversas empresas, como Nokia, BBC, NewsCorp, Microsoft e Lego, e à Marinha dos Estados Unidos. Tem artigos publicados nos jornais New York Times, Wall Street Journal, Times e nas revistas Harvard Business Review, Business 2.0 e Wired. Autor de A Cultura da Participação (2011) e Lá vem todo mundo (2012).

Andrew_Keen

Andrew Keen

Conhecido como o anticristo da era digital, Andrew Keen é um dos empreendedores pioneiros do Vale do Silício. Seus artigos sobre mídia, cultura e tecnologia digital são publicados em diversos periódicos. Tem um programa de entrevistas na Techcrunch.TV, dirigido sobretudo à análise da internet. Seu livro O culto do Amador, best-seller internacional que produziu uma fértil polêmica no meio midiático, foi publicado no Brasil pela Zahar em 2009. Publicou também a obra #Vertigem digital.

Tim_O_Reilly

Tim O’Reilly

Durante uma conferência em outubro de 2004, O’Reilly cunhou o termo Web 2.0, utilizado para se referir à uma segunda fase da Web, ou dos serviços online. O autor argumenta que apesar deste termo ter sido utilizado essencialmente como um chavão de marketing, é necessário conceituá-lo, para que assim, diminua-se a grande quantidade de desacordos sobre o que este significa. Contudo, O’Reilly considera que o termo não é algo fechado e concreto, não possui um “limite rígido” nem demarcações, mas sim, um constitui-se como um “núcleo gravitacional”, onde podem ser inseridos, alguns princípios e práticas relativos aos sites e às plataformas. Também é o fundador da O’Reilly Media (editora especializada em publicações referentes à internet e tecnologia). Promove palestras, eventos e é um entusiasta do software livre.

Michel Maffesoli

Michel Maffesoli

É  sociólogo, professor na Sorbonne – Paris V e diretor do Centro de Estudos do Atual e do Cotidiano (CEAQ). Tendo como orientador de seu doutorado o teórico Gilbert Durand, Maffesoli caracteriza-se por disseminar as noções deste e de Bachelard20 sobre o imaginário, através de um “pensamento menos moralista” (SILVA, 2011, p. 310). De acordo com Paiva (2004, p. 30), Maffesoli, “de Bachelard, recolhe os saberes diurno e noturno, e os reúne numa perspectiva híbrida que abrange o aspecto dionisíaco, nômade e tribalista da cultura”, e em Durand, “aprende as analogias, imagens e metáforas, mas trata de abolir os conceitos mecânicos como esquemas, estruturas e tipologias”. Autor de obras como O Tempo Retorna, O Tempo das TribosA Transfirguração do PolíticoO Instante Eterno, O Ritmo da VidaO conhecimento comum, entre outros.

Duncan Watts

Duncan Watts

Autor de Seis graus de separação e Tudo é óbvio. Ficou conhecido no meio acadêmico por defender, junto com Steven Strogatz a teoria dos mundos pequenos, ou, os seis graus de separação. Suas pesquisas assemelham-se com as pesquisas de Laszlo Barabási. Também é pesquisador da Microsoft.

Laszlo Barabási

Laszlo Barabási

Físico, professor de Harvard e autor do livro Linked: a ciência das redes, aperfeiçoou a teoria de Watts ao perceber que, além de os elementos se conectarem criando mundos pequenos, alguns deles possuem muito mais conexões entre outros. Tais elementos foram denominados por Barabási como hubs, teoria que desconstrói a ideia de que na internet todos somos iguais.

Henry Jenkins

Henry Jenkins

Autor do livro A cultura da Convergência, Spreadable media, entre outras obras, é considerado um dos pesquisadores da mídia mais influentes atualmente. Página oficial: henryjenkins.org

Howard Rheingold

Howard Rheingold

Foi o pioneiro na compreensão e análise das comunidades na internet, publicando o livro A Comunidade virtual. É crítico, escritor e professor. Em 2002, publicou a obra Smart Mobs: The Next Social Revolution, compreendendo o papel da tecnologia para o desenvolvimento de uma inteligência coletiva. Em 2013, visitou o Brasil e palestrou no evento Imaginário em Rede, na PUCRS.

Página oficial: www.rheingold.com

Pierre Levy

Pierre Levy

Um dos mais importantes pesquisadores da internet, dedica-se à compreensão da cibercultura, da inteligência coletiva, da memória coletiva, do virtual, entre outros. Autor de diversos livros sobre o tema. Em suma, reflete sobre as mudanças que ocorrem na sociedade e na tecnologia quando há a intersecção destes dois contextos. Sua última pretensão é calcular e quantificar a inteligência coletiva.

Tara Hunt

Tara Hunt

É bacharel em comunicação e cultura, autora do livro O poder das redes sociais e palestrante. Possui ampla experiência com marketing e redes sociais. É bastante conhecida no meio da tecnologia, sendo considerada uma das mulheres mais influentes deste meio pela revista Fast Company. Defende a teoria do Whuffie (o capital social na era digital).

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