25
mar
2013

Para ser RP tem que saber escrever.

Por Elvira Costa >> 

O que um relações-públicas brasileiro faz, na maior parte dos casos, ele faz em português. Comunicações internas, apresentações orais, informativos para a imprensa, pesquisas de opinião, atendimento ao público; fala, escrita, fala, escrita… O idioma é solicitado em praticamente cem por cento do tempo (com exceção das horas de envelopar os convites – piada infame!). Como esta demanda não é uma exclusividade da nossa profissão, os nossos colegas jornalistas são exímios oradores e escritores. E o pessoal da publicidade já tem a piada pronta para os escorregões no português: “Aurélio – bom pra burro”.

A minha intenção aqui não é defender o purismo gramatical, como alguém que quer ressuscitar o estilo do século passado. Não às falas empoladas, enfadonhas e que, muitas vezes, só revelam a nossa insegurança. Sim à adequação.

Nesta coluna, que carinhosamente apelidei de “RP em Português”, veremos dicas sobre adequação da fala e da escrita às diversas situações rotineiras do profissional de Relações Públicas. Porque as situações de escrever um e-mail, ler um discurso ou apresentar a proposta ao cliente são completamente diferentes, é evidente. Nenhuma delas permite exageros (nem a do churrasco) e cada uma delas exige uma adequação específica.

Em outros tempos, a nossa capacidade de falar e escrever bem era um requisito tão importante quanto atualmente. Mas nunca estivemos tão expostos. E a responsabilidade é das redes sociais, onde a comunicação é instantânea e o poder de propagação é viral. Se clicarem no print screen antes de você consertar o erro, então, é viral no mau sentido. E a responsabilidade também é sua, RP, que conseguiu uma vaga como redator. Nas redes sociais, a correção é imprescindível, assim como a adequação. Haverá clientes sobre os quais você até poderá falar usando gírias, mas haverá aqueles que exigirão mais formalidade, mesmo nas redes sociais. Por favor, não troque um pelo outro.

Ouça o seu chefe. Ele vai te pedir para ter atenção. Vai pedir cuidado quando você for compartilhar o conteúdo dos clientes mesmo na sua rede pessoal. Ele vai fazer isso porque quer o seu bem e o bem do cliente. E entenda que o lembrete é oportuno, pois ele só está te pedindo o básico. Quando errar, conserte numa boa; pois todo mundo pode errar. E pode até acontecer de um internauta indicar o seu erro, como fiz uma vez para uma página de Comunicação, inclusive. O administrador, acertadamente, agradeceu a lembrança e alterou o texto.

Essencialmente, um relações públicas brasileiro fala e escreve português. E ele faz isso com todo mundo. Até com aquele cliente estrangeiro que quer aprender algumas palavrinhas em português. Ensine certo!

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