31
mar
2015

Quando a vaidade impede de ir mais longe

Por Maria Alana Brinker >>

O que sabemos é uma gota; o que ignoramos é um oceano. (Isaac Newton)

Quando a vaidade impede de ir mais longeQuantas pessoas se questionam: Por que ainda não cheguei mais longe? Por que sou infeliz no trabalho? Essas são perguntas muito frequentes entre profissionais de diversas áreas, e as respostas são as mais diversas, mas há um fator que está presente em muitas delas e nem sempre é fácil de enxergar: a vaidade.

Vaidade com a aparência é algo necessário e motiva, afinal, quem não é vaidoso não se cuida, não se arruma. Mas como tudo na vida, o excesso ou a falta dela prejudicam.

E a vaidade no trabalho, alguém já pensou nos benefícios e malefícios dela? Quem não gosta de ser elogiado por ter executado bem uma demanda que atire a primeira pedra. E não há crime nenhum nisso, afinal, se você tem mérito, que mal há em ser reconhecido? O problema é quando a vaidade impede de pensarmos no bem comum acima do individual. Fazer parte de uma equipe não diz respeito somente a trabalhar com várias pessoas num projeto ou dentro de uma sala, mas sim de fazer coisas em prol dela.

EGO x REALIDADE

Para exemplificar melhor o tema desse post e ajudar na nossa reflexão de hoje, criei algumas situações com personagens fictícios.

Situação 1: Laurinda teve uma ideia e levou-a para uma reunião na empresa onde trabalha. Mesmo após seus colegas mostrarem que ela não era tão boa ou adequada como pensava, Laurinda continuou defendendo-a para não sair da reunião sem ter razão. Vencida na discussão, Laurinda sai da sala de cara fechada e um clima tenso se forma.

Situação 2: Josemar e sua equipe trabalharam duro para a conclusão de um projeto. Ele trabalhou mais que os demais membros da equipe, porém, no momento de decidirem quem iria apresentar os resultados num congresso Josemar não foi escolhido. Por causa disso, ficou chateado e começou a falar para outras pessoas que merecia este reconhecimento no lugar de seu colega porque trabalhou mais que todos.

Situação 3: Ernesto desempenha uma função estratégica na empresa onde trabalha. Tudo o que ele sempre quis foi estar no cargo que ocupa hoje, e trabalhou duro para isso. Ernesto sabe muito, mas não costuma compartilhar conhecimentos, pois teme que alguém possa tomar seu lugar.

Situação 4: Judite, Anastácia, Cleomar e Pires estão no mesmo grupo de trabalho. Pires é o responsável por conduzir o grupo, mas Cleomar não concorda com as decisões dele e começa a levantar inúmeros defeitos de Pires e de suas ideias para os demais, estimulando o boicote ao colega.

Essas situações fictícias são exemplos de como a vaidade cega, muitas vezes contribuindo para criar climas de tensão, fofocas e inimizades dentro das empresas – além de uma péssima imagem. Ninguém está livre da vaidade, afinal, somos seres humanos imperfeitos. E como já mencionei, na medida certa ela nos motiva. Mas aprender a administrar sentimentos é sinônimo de maturidade e, consequentemente, ajuda no crescimento profissional.

Cabe somente ao próprio profissional decidir se deixa o excesso de vaidade dominá-lo ou não. Então, se você identificar que alguma situação assim está acontecendo com você ou perto de você, primeiro analise-a do ponto de vista do bom senso e procure ter jogo de cintura para passar por ela. Não estimule fofocas e falatórios (quem fala mal dos outros também fala mal de você). Use sabedoria e bom senso para enfrentá-la. E lembre-se: nada supera bons argumentos e honestidade!  😉

Fonte da imagem: http://www.gordontraining.com/wp-content/uploads/workplace-gossip1.jpg

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