Por Maria Alana Brinker >>

Implementar e monitorar a utilização de dispositivos que incentivem e fiscalizem a ética nos negócios foi uma maneira que as empresas encontraram de se humanizar mais.

Fazer negócios com ética também reflete na imagem da marca, o que acaba se tornando um instrumento de valorização da empresa junto aos clientes. Isso significa que não considerar a dimensão dos valores passa a ser um erro de marketing – até porque, cada vez mais os consumidores tendem a valorizar as condições éticas nas quais os produtos são feitos.

A ética não impacta somente na imagem para o público externo. Ela reflete em respeitabilidade para quem trabalha na ou para a empresa, ajudando no nível de engajamento e de motivação. Logo, o custo-benefício de investir em ética nos processos empresariais é muito alto, pois a satisfação do público interno acaba refletindo externamente, seja no boca a boca ou na qualidade da prestação dos serviços.

AO PÉ DA LETRA, SIM!

Divulgar uma imagem ética e não ter atitudes condizentes é um grande risco, já que a sociedade hipermoderna (como o filósofo Gilles Lipovetsky chama a sociedade atual), mesmo se caracterizando fortemente pelo individualismo, continua monitorando o que é certo e o que é errado.

E quando falamos em ética profissional, também devemos nos incluir nisso. Afinal de contas, não adianta criticarmos as empresas  e não zelarmos pelo nosso próprio comportamento ético dentro delas.

Quer saber mais sobre ética? Então veja abaixo uma entrevista no Programa do Jô com o filósofo, mestre e doutor em Educação Mario Sergio Cortella, sobre o que é ética e moral.

Referências:

Lipovetsky, Gilles. Metamorfoses da cultura liberal: ética, mídia e empresa. Porto Alegre: Sulina, 2004.

Fonte da imagem:

fnq.org.br

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  • Boehl Rodrigo

    Muito legal! Tenho acompanhado este movimento de perto, algumas empresas estão criando seus estruturas que podem avaliar as questões éticas nas relações de trabalho e de prestação de serviços aos clientes e tenho acompanhado também o que estão chamando de comercio justo, onde o consumidor tem optado por empresas socialmente e ambientamenlte corretas. Os números mostram que os consumidores estão disponíveis a pagar até 20% a mais pelos produtos e o mercado apresenta crescimento anual de 37%. Teremos um grande desafio ainda nestas questões éticas com a lei dos resíduos sólidos que ira mudar completamente a cedeis de fornecimento e de distribuição das organizações! Vamos ficar atentos!!!
    Abraço e parabéns pelo texto!

    • Rodrigo, na minha opinião a ética tende a ser cada vez mais valorizada pelas empresas, porque, como tu mesmo disse, a própria sociedade vem cobrando isso, seja através a escolha por produtos e serviços que sejam feitos por empresas com uma imagem íntegra, seja pelos próprios acionistas, que já estão pensando duas vezes antes de aplicar seus investimentos em ações de empresas que não respeitam os direitos humanos e o meio ambiente.

      Abraço.