10
fev
2014

Por que o consumo colaborativo salvará o planeta

Por Tauana Jeffman >>

“…a busca constante por coisas materiais ocorreu em detrimento do empobrecimento de relacionamento com os amigos, a família, os vizinhos e o planeta.”

Por_que_o_consumo_colaborativo_salvara_o_planetaVocê já ouviu falar sobre consumo colaborativo? Pra quem ainda não conhece o assunto, ou pra quem quer se aprofundar sobre, uma dica é o livro O que é meu é seu, de Rachel Botsman e Roo Rogers, publicado pela Bookman. Na obra, os autores afirmam que nossa sociedade está
“começando a sair do transe de consumo em que vivemos nos últimos 50 anos”. Esta mudança de paradigma é nutrida por dois principais aspectos: nós consumidores estamos “cada vez mais conscientes de que o crescimento finito e o consumo baseado em recursos infinitos não são uma combinação viável”. Aliado a isto, “estamos começando a reconhecer que a busca constante por coisas materiais ocorreu em detrimento do empobrecimento de relacionamento com os amigos, a família, os vizinhos e o planeta”. Ou seja, enquanto consumidores modernos, nós estávamos (e ainda estamos) esgotando os recursos do nosso planeta, ao mesmo tempo em que enfraquecemos o nosso capital social, quando apenas consumimos e deixamos de conviver socialmente.

O consumo colaborativo, então, é uma tentativa (que está dando certo) de cessar essas duas consequências: o esgotamento e o isolamento. Pensando o consumo colaborativo, deixamos de lado a ênfase nas posses, no ter, e nos focamo no acesso. Percebemos que colecionar objetivos não é sinônimo de sucesso, que ter o melhor carro ou o melhor celular não significa, necessariamente, que você venceu na vida. As pessoas estão começando a se importar mais com os desperdícios, com a produção de lixo e com as consequências que a falta de convívio social pode causar. Assim, as ações sobre consumo colaborativo podem ser classificados em três tipos:

1. Sistema de serviço de produtos, onde você paga ou tem acesso a um produto, sem a necessidade de adquiri-lo, como um carro (no Zipcar) ou uma bicicleta (no BIXI).

2. Mercados de redistribuição, onde diversos utensílios e objetos são doados ou trocados, ou seja, você pode trocar diversas coisas no Kashless, trocar livros no Textbook Exchange ou até trocar brinquedos no ToySwap.

3. Estilos de vida colaborativo, ou seja “”pessoas com interesses semelhantes estão se reunindo para compartilhar e trocar ativos menos tangíveis, como tempo, espaço, habilidades e dinheiro”. Aqui, podemos citar como exemplos as pessoas que são autônomas, mas gostam do convívio social do trabalho, elas então utilizam os Coworking’s. Você também pode viajar pelo mundo todo e ter o sofá de alguém para dormir, basta entrar no CouchSurfing e conhecê-la. Enfim, neste novo contexto, compreendemos que o acesso é melhor do que a propriedade, que a era digital remove muitas barreiras, possibilitando que o consumo colaborativo aconteça. Compreendemos também que o consumo colaborativo pode ser uma saída para a nossa sociedade e que as empresas devem estar atentas e compreender seu papel nessa mudança econômica, social e cultural.

Veja a resenha que fiz neste vídeo:

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Fonte:
BOSTMAN, Rachel; ROGERS, Roo. O que é meu é seu: como o consumo colaborativo vai mudar o nosso mundo. Porto Alegre: Bookman, 2011.

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