30
nov
2011

QR Code: o que é, para que serve e como fazer

Por Fernanda Sarate >>

Enquanto lê uma matéria em uma revista, você o vê. Nas embalagens de produtos também. Vitrines de lojas os exibem em meio a suas ofertas. O que é isso? É a popularização – e talvez, a banalização – do QR Code.

O QR Code (Quick Response Code ou código de resposta rápida) foi criado por uma empresa japonesa em 1994 para identificar peças automobilísticas. Desde então, tem sido adotado com sucesso para os mais diversos usos no Japão, porém ainda sem tanto sucesso em outros países.

Ele é um exemplo do chamado mobile tag, que são códigos bidimensionais (2D) que permitem, por exemplo, encriptar URLs, contatos, entre outros dados, sendo possível ser escaneado e decodificado por dispositivos móveis com câmera, como os smartphones. O QR Code é um dos padrões de mobile tag mais difundidos atualmente, mas existem outros tipos, como o BeeTagg, DataMatrix, Aztec, entre outros.

A grande diferença de um mobile tag para um código de barras tradicional é que este consegue encriptar apenas dados numéricos com até 20 dígitos, enquanto que um QR Code, por exemplo, permite encriptar também dados alfanuméricos e com uma capacidade de armazenamento muito maior (7.089 numéricos e 4.296 caracteres alfanuméricos), além de não requerer um aparelho específico de leitura ou criação dos códigos, bastando um celular com câmera e um leitor do código instalado. Além disso, o uso de QR Codes é livre de qualquer licença, os direitos pertencem à empresa japonesa que criou o código, porém, optou por não utilizá-los.

No Brasil, a primeira utilização do QR Code na propaganda foi de autoria da Fast Shop, em 2007, quando instigou o público a “desvendar o código” para ter acesso a ofertas. Pesquisa recente da Nellymoser aponta que o uso do QR Code cresceu mais de 476% nas revistas americanas. Sinal de popularização, mas também pode gerar banalização, se seu uso não for criativo para o público de interesse.

Muitas empresas acabam adotando novidades como estas para não parecerem obsoletas, para demonstrarem que têm o espírito de seu tempo. Porém, devem lembrar que para o público ler seu código, precisa de um esforço, mesmo que mínimo, de instalar um programa e de posicionar-se de forma adequada para a leitura do código. Se quando a informação vem de forma passiva, como na TV, a comunicação precisa ser envolvente, quando requer atividade do público é requisito básico.

Confira alguns exemplos da aplicação do QR Code:

Pet Shop Boys

A banda utilizou os códigos no clipe de Integral. Quando escaneados, os códigos ampliavam a experiência do público com o universo da banda, encaminhando para sites com conteúdos correlatos à música.


Ishinokoe

A empresa japonesa inovou ao inserir códigos nas lápides japonesas. Os visitantes do cemitério podem ver fotos, depoimentos e demais informações sobre o dono da lápide. Um pouco tétrico, mas funcional e inovador: http://4.bp.blogspot.com/_BDGtf6cNVoQ/SymIzVEvMFI/AAAAAAAAAPs/rq8Q9fdq7z4/s1600-h/qrlapide.jpg

Tesco

A Tesco, rede de supermercados, criou na Coréia do Sul uma estratégia para ampliar sua abrangência sem aumentar o número de lojas: aproveitando-se do fato de que seu público-alvo utilizava muito o metrô para ir ao trabalho, a rede instalou painéis nas paredes das estações, com layout muito semelhante aos encontrados em um supermercado tradicional. Os produtos impressos nestes painéis apresentavam um QR Code, através do qual era possível efetuar a compra do produto escaneado.

E se você ficou inspirado e quer começar a utilizar o QR Code, algumas dicas:

1) Instale um leitor no seu celular – no site http://www.mobile-barcodes.com/qr-code-software/ há uma lista de softwares de leitura.
2) Crie o seu QR Code – através do site http://qrcode.kaywa.com/ você poderá rapidamente gerar o seu código personalizado para direcionamento a um site, um texto, telefone ou envio de SMS. Abaixo, um exemplo de QR Code gerado neste site, que direciona aqui para o blog Comunicação e Tendências.

 

 

 

 

 

Referência: Martha Gabriel, Marketing na Era Digital – Conceitos, plataformas e estratégias

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