05
maio
2014

Quando a marca se torna conteúdo. O case da Cornetto

Por Tauana Jeffman >>

Está comprovado cientificamente: quando mais informação, menos atenção.(LINDSTROM, 2009)

Quando a marca se torna conteúdo. O case da Cornetto

Cada vez mais somos expostos a uma quantidade maior de informação e conteúdo, e um dos resultados deste excesso é que criamos um filtro mais eficaz, ou seja, o sistema de filtragem do nosso cérebro está se tornando mais poderoso e autoprotetor. E isto é apenas uma das mudanças que estão levando as marcas a agirem como conteúdo, porque também está comprovado cientificamente que marcas enquanto conteúdo são mais eficazes do que marcas que executam uma comunicação tradicional. Constata-se aí um grande desafio, mas há exemplos eficazes de marcas que conseguem tal façanha, envolvendo e entretendo seus consumidores, enquanto propaga seu nome. E o Cornetto está neste grupo.

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Recentemente, a Cornetto Films lançou um curta intitulado Cupidy, que é protagonizado por Laura, uma garçonete com uma voz de anjo, que começa a cantar na lanchonete onde trabalha. O problema é que a moça se apaixona por um cliente que não dá a mínima para as suas canções, e muito menos para ela. Após uma ajudinha especial, Laura descobre por que não chama a atenção do rapaz, e também um jeito de mudar a situação. O curta é de uma sensibilidade ímpar, mostrando-nos como um storytelling pode nos emocionar.

Para explicar melhor a questão, Bruno Scartozzoni observa que storytelling “é basicamente contar histórias, que por sua vez é a arte de ordenar fatos em um tipo de sequência que é capaz de entreter e transmitir conhecimento ao mesmo tempo”. Ou seja, ao mesmo tempo em que a Cornetto nos entretêm, ela nos transmite uma mensagem e, junto, grava sua marca em nossas mentes e em nossos corações. Além disso, o vídeo possui todos os elementos de uma narrativa, e por consequência, os elementos que compõem um storytelling.

No filme, percebemos um universo (a lanchonete), uma protagonista (Laura), um conflito (ele não dá bola pra ela e ela está apaixonada), uma ação (confira no vídeo) e uma transformação (confira no vídeo). Através da história, que é narrada pelo cupido, a Cornetto divulga a marca de forma consistente e coerente com a sua linha estratégica de comunicação. Na narração do curta, o cupido nos conta que coleciona histórias de amor, então, descobrimos que Laura não é a única que tem sua história narrada. Há mais histórias de amor nesse canal do YouTube: https://www.youtube.com/user/cornettouk

E o que a Cornetto e o cupido com suas histórias de amor têm em comum? A marca trabalha com a temática há pelo menos um ano e meio. Em 2013, realizaram uma ação com a sua máquina batizada de “Cornetto Cupidity, com uma estrutura similar a uma cabida de fotos, mas com algumas peculiaridades: você cadastra na máquina seu e-mail ou perfil do Facebook e depois seleciona algumas coisas que gosta. Nesta cabine, você não sai com uma foto sua, mas sim com uma foto de outra pessoa que também entrou na cabine e que combina com você. A Cornetto dá uma de cupido e auxilia você a encontrar a pessoa que mais combina. E se você ainda tiver dificuldades, as pulseiras de neon que os participantes da cabine ganham podem te ajudar. E se mesmo assim você não localizou a outra metade da sua laranja, alguns promotores da marca, caracterizados de cupido, te ajudam na busca. Espiando a fanpage da marca, percebemos que lá também o amor está no ar. A Kibon, e a Cornetto, nos mostram como a coerência e a sinergia em torno de um contexto torna a mensagem da marca mais forte e disseminada.

Fanpage: https://www.facebook.com/CornettoBrasil

Cornetto Cupidity: https://www.youtube.com/watch?v=htcRwrddTqQ

Fontes:

LINDSTROM, Martin. A lógica do consumo: verdades e mentiras sobre por que compramos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.

http://comunicadores.info/2013/10/31/cornetto-cria-maquina-bancar-cupido-festas/

SCARTOZZONI, Bruno. 5 dicas para usar storytelling no marketing e publicidade. Disponível em: http://www.caldinas.com.br/2013/01/5-dicas-para-usar-storytelling-no.html.

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