Por Maria Alana Brinker

Já faz tempo que cresce a tendência em linkar valores como sustentabilidade e preservação do meio ambiente à imagem corporativa. Sem falar em responsabilidade social, a mais antiga das preocupações ao que me parece. Acontece que, atualmente, está ainda mais na moda falar nestes valores, já que as pessoas tornaram-se mais exigentes e conscientes em relação aos deveres e obrigações dos empresários para com a comunidade e a natureza, e cobram por isso. Esta cobrança não parte apenas dos consumidores, mas também de outras empresas que visam estabelecer parcerias, e de investidores (certificações que atestam sustentabilidade e alguns ISOs, por exemplo, valorizam as ações na bolsa de valores).

Devido a benefícios como este e aos valores agregados à imagem corporativa e à marca – no caso dos produtos e serviços -, algumas empresas começaram a divulgar em embalagens, sites e propagandas suas ações de responsabilidade social e preocupação com a natureza, alavancando as vendas e gerando notícias na mídia. Contudo, alguns empresários se aproveitam dessas vantagens e, pegando carona na moda, enganam o consumidor – que às vezes opta por determinados produtos em detrimento de outros, podendo até pagar mais caro, justamente por achar que o fabricante ou prestador de serviço utiliza material provindo de reflorestamento, ou que realiza ações em prol de instituições beneficentes, por exemplo.

Existem organizações, nacionais e internacionais, que concedem atestados de qualidade e certificações para quem, de fato, pratica ações de sustentabilidade e responsabilidade social. Mas há empresas que nem sequer são avaliadas por essas organizações, e ninguém se dispõe, ou tem tempo para investigar se tudo que está escrito nas embalagens ou é veiculado em suas propagandas realmente é cumprido.

Nós, comunicadores, também temos responsabilidade sobre isso. Criar campanhas de Comunicação que ajudam a vender uma falsa imagem, mencionando preocupações e ações que não existem, seja para qualquer público-alvo (funcionários, clientes, fornecedores, sociedade em geral etc.), é compactuar com esta falta de ética.

Se você conhece alguma empresa que faz isso ou apenas quer opinar sobre o assunto, deixe seu comentário.

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