Por Rodrigo Boehl >>

No meio deste ano entrei em crise existencial, estava com o sentimento de que algo não andava muito bem, parecia ter perdido o meu rumo. Fiquei preocupado, pois aparentemente estava tudo tranquilo no trabalho, na faculdade e na vida como um todo.

Busquei refletir e tentar descobrir o que me causava este desconforto. De repente um estalo: lembrei que no início do ano tinha feito um planejamento pessoal com a definição de alguns objetivos e metas. Havia algum tempo que não olhava para o material com as definições, porém, desde a sua elaboração mantinha o acompanhamento dos meus indicadores pessoais. Abri o arquivo em Excel e me deparei com o que estava me incomodando: meus objetivos haviam sido alcançados, isto era ótimo, mas eu estava agora andando no escuro, visto que todos os meus esforços já não estavam mais relacionados a objetivos e metas!

Alguns de vocês devem estar me achando um louco, pois normalmente objetivos e metas são artifícios utilizados por empresas como definição de sistema de medição e sistema de gerenciamento da estratégia. Porém, esta semana, lendo uma antiga edição da revista Exame PME, vi a minha crise existencial sendo relatada por alguns executivos ao compartilharem as dificuldades encontradas por suas empresas e o aprendizado gerado. Revolvi que a minha primeira contribuição neste blog seria trazer a reflexão destas empresas, a fim de que as mesmas possam ser utilizadas nas nossas vidas, pois se os problemas são semelhantes, as soluções são iguais.

REFLEXÃO

Quantos de nós buscam sair da rotina e enxergar lá na frente como estaremos daqui a três anos, como faremos para comprar aquela casa ou teremos condições de arcar com os custos de uma faculdade?

Estas são algumas questões que normalmente respondemos com emoção, sentimentos, opiniões ou “achômetros”. Abraham Maslow sita que “O que é necessário mudar numa pessoa é mudar sua própria percepção”, sendo assim, a partir de hoje iremos ter bem claro qual a nossa situação atual, qual a situação desejada no futuro e qual o tamanho do sacrifício, e montar o nosso planejamento pessoal.

COMO FAZER?

O primeiro passo é definir os objetivos, o que pretendo alcançar e quanto tempo levará para isto. Você deve, nesta etapa, identificar quais são os fatores limitantes para que os objetivos não sejam alcançados. Defina ações possíveis de serem realizadas tanto para os objetivos quanto para diminuir os impactos dos fatores limitantes. As ações devem ter coerência e serem definidas com responsabilidades, são estas iniciativas que irão possibilitar atingir as suas metas. Uma boa ação leva em consideração a situação atual e a situação futura que se deseja chegar. Ação sem sacrifício não atingi metas.

Tome a iniciativa por si mesmo, não culpe os outros por seus insucessos. Defina metas que sinalizem o quanto você está se aproximando de concretizar os seus objetivos, e demonstre o que está dando certo ou errado nas ações definidas por você. Meta que não está sendo atingida não possui boas ações ou não é coerente com a reflexão das situações futura e atual.

Lembre-se que meta deve ser possível de ser alcançada e que deve quantificar os nossos objetivos,; meta subjetiva é um perigo para o planejamento pessoal.

Tenha persistência e nunca perca o foco nos resultados. Planejar é fácil, difícil é executar.

Tenha sempre em mente a seguinte frase: as pessoas planejam para não falhar, e falham em não planejar!

Boa sorte e bons resultados.

Fonte da Imagem: supergestaowordpress.com

Referências:

Exame PME edição julho de 2010.

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  • Raquelboehl

    Demais! Agora mesmo, já começo a minha reflexão! 

  • Olá Rodrigo! Muito útil o post. Planejar e fazer! Fazer e planejar! Com os pés no chão…

  • Larissa Lisboa

    Foi exatamente a mesma conclusão a qual cheguei!

    • Olá, Larissa!

      Obrigado por comentar no blog Comunicação e Tendências. Seja bem-vinda! Um abraço da equipe!