Por Sabrina Raupp

“Depois do carnaval eu vou tomar juízo, há muito que eu preciso me regenerar, largar mão da viola, procurar batente, preciso urgentemente me estabilizar.” Assim, já cantava Jair Rodrigues em 1974. Ou seja, há muito tempo tem-se que o ano só começa após o carnaval. Mas isso só vale para os foliões. As entidades que planejam e produzem a folia pensam no carnaval o ano inteiro e, cada vez mais, buscam alternativas para tornar a maior festa do Brasil um evento sustentável.

Na capital da folia, Salvador (BA), temos um grande exemplo de como o reaproveitamento pode fazer parte dessa festa: o Expresso 2222. O camarote de Gilberto Gil além de ser iluminado com lâmpadas de baixo consumo energético, foi construído com madeira certificada, o telhado foi feito com embalagens Tetra Pak recicladas, os copos e pratos foram produzidos a partir da resina de amido de milho e da fécula da mandioca – material biodeagradável e compostável. Sem contar o fato do camarote ter a coleta seletiva, uma parceria do Expresso 2222 com a Cooperativa de Catadores e Agentes Ecológicos de Canabrava (Caec).

No Rio de Janeiro, a Prefeitura de Araruama decorou a cidade para o carnaval com garrafas pet, jornais, chapas de raio x, tampinhas de metal e plástico e latinhas, conforme o site Ser Sustentável com Estilo

O sambódromo carioca também teve um carro alegórico movido por etanol na Mocidade Independente de Padre Miguel e no camarote da Coca-Cola a decoração contava com pufes revestidos com a lona dos outdoors da empresa. Além disso, a empresa patrocinou 70 catadores que fizeram a coleta no sambódromo.

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>> Veja também: Queremos geladeiras, lâmpadas e inclusão digital.

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