Por Emanuela da Silva >>

Estive no Digitalks Day, evento de comunicação ocorrido em Florianópolis em abril desse ano, que contou com vários palestrantes, patrocinadores, além dos profissionais de comunicação em geral. Entre os assuntos abordados estavam redes sociais, comportamento do consumidor, perfil de usuários, marketing , buscadores, turismo, dados e números.

A região Sul é a segunda em permanência online no país. A primeira é a Nordeste. O Brasil é líder mundial, onde 65% da população online estão na faixa etária 18 a 49 anos. São 44 horas mensais conectados.

Também somos líderes na América Latina em compras pela internet, e o país com o maior número de blogs.  Aqui, a classe C está cada vez mais conectada, não só nas redes sociais, mas também adquirindo produtos. Apesar de tantos números positivos, há uma defasagem considerável se analisarmos a escala mundial. O diagnóstico sobre o baixo número de compras é que 30% dos brasileiros ainda têm medo de realizá-las pela internet. Os que adquirem produtos ou serviços pesquisam antes de fechar a compra. A causa desse medo pode estar relacionada a problemas com a troca ou a entrega. Em relação às redes sociais, 22% da população online têm perfil no Twitter , e o fenômeno mundial  Facebook movimenta milhões de reais.

Um ponto interessante abordado no evento foi o relacionamento entre a empresa e o consumidor e a reputação digital. O consumidor usa a internet para reclamar seus direitos, e as empresas estão mudando a postura ao procurar ouvir o cliente visando manter a imagem da marca. É uma das estratégias de marketing nas redes sociais.  A internet é a ferramenta para quem quer ver e ser visto. Diante dessa possibilidade é impossível ficar alheio à web.

OUTROS ASPECTOS DA VIDA ONLINE

O Brasil está começando a articular medidas preventivas e até uma legislação específica que regulamente o uso e assegure aos usuários segurança.  Mesmo ainda não tendo uma legislação específica, a Constituição e os demais códigos protegem os direitos e deveres de forma individual, o que fica a desejar é a proteção coletiva. Essa lacuna será preenchida pela legislação específica.

O direito autoral é um tema polêmico e, no meio virtual, a situação é mais complexa, pois a questão é definir direitos e deveres num espaço aberto.  Outras discussões sobre o assunto você pode conferir neste link: http://www.cgi.br/.  E por falarmos em direito autoral, na era digital vale lembrar do Creative Commons: projeto global que mais de 40 países utilizam. Este sistema de gestão dos direitos e autores, no Brasil, é coordenado pelo Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro. O mesmo permite que autores, criadores de conteúdo como músicos, cineastas, escritores, fotógrafos, blogueiros, jornalistas e outros possam expor seus trabalhos à sociedade de forma protegida, garantindo a legitimidade de sua criação.

Pensando desta forma, autores e intelectuais estão disponibilizando parte de sua obra no Creative Commons, assim como o ex-ministro Gilberto Gil entre outros. O plágio e a apropriação de conteúdos de terceiros, apesar de ser uma prática comum, é ilegal. Sabe aquele CD que você baixa da internet? Os filmes? Aquela frase num trabalho sem citar a fonte? Isso é tudo são atos ilegais. Entenda o que é o Creative Commons e a normatização acerca de autoria bem como os tipos de licença no vídeo abaixo:

Fontes:

www.digitalks.com.br

www.cgi.br

 

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...