23
set
2016

Vamos falar de imagem empresarial?

Por Daniela Seibt >>

Seja no mundo corporativo, seja no campo institucional, nunca se falou tanto em imagem quanto nos últimos tempos. E nunca se esteve tão preocupado em preservar imagens ou gerenciar crises de imagem. Pela importância que o tema vem ganhando no cenário atual, é hora de falarmos um pouco mais sobre a constituição do termo e suas possibilidades de sentido.

images

Nas organizações, a imagem é construída por meio de processos de comunicação e reflete a identidade corporativa. Imagem e identidade são conceitos distintos, sendo que a primeira está na mente dos públicos, não pertence à organização, enquanto a segunda representa o que a empresa é e faz realmente. O desafio da construção da imagem empresarial está em ser (identidade) e parecer (imagem) a mesma coisa diante de seus públicos.

Conforme Tereza Halliday apontou em seus estudos de comunicação e relações públicas, podemos pensar a imagem sob diferentes aspectos: como produto da imaginação, enquanto construção auxiliada pelo discurso e pela sua relação com a legitimidade (HALLIDAY, 2001). Em qualquer uma delas, trabalhamos com uma representação mental, única, individual, formada a partir das informações que cada integrante do público recebe. Independente do ângulo de análise, a imagem empresarial será sempre produto do que se pensa sobre a organização/instituição – fatos, versões de fatos, experiências, percepções, valores.

Particularmente, compreendo o discurso como elemento essencial na construção da identidade e da imagem organizacional. O sentido de tudo começa nas estratégias discursivas utilizadas pelas empresas para se relacionar com seus diferentes públicos e também comunicar-se com eles. Discursos e práticas não devem divergir e a transparência é aspecto fundamental nesse processo, pois as ações discursivas darão subsídios ao público para que ele forme, mantenha ou reveja sua imagem da empresa.

A imagem empresarial serve para assegurar a preferência dos públicos, pois são eles que legitimam as ações de uma organização. Enquanto consumidores, somos nós que conferimos às marcas o poder de continuarem (ou não) exercendo suas atividades ou mesmo modificarem seus processos de comunicação e relacionamento com os públicos. Com a expansão da internet e das redes sociais, cuidar da imagem se tornou tarefa ainda mais árdua, mas indispensável às rotinas comunicacionais das empresas. E pensar sobre o assunto, também…

Referência: Halliday, Tereza. A construção da imagem empresarial: quem fala, quem ouve. In: A mídia e a construção da imagem empresarial: bases para o relacionamento com a imprensa. Banco do Brasil, 2001. Texto completo disponível aqui.

Fonte da imagem: P8 Desenvolvimento

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