Por Renata Gueresi >>

Há muito tempo, comunicólogos têm mencionado o quanto a sociedade mudou com a tecnologia. Apontamos os bônus e os ônus dessas mudanças, dessas transformações. E hoje, não podemos deixar de lado a questão da “vigilância”. Até que ponto estamos sendo vigiados para nosso agrado?

Por exemplo, se estamos realizando uma busca pela internet o Google já nos aponta várias possibilidades de busca, antes mesmo de apertarmos o botão “pesquisar”. Ou ainda, se um dia fizermos uma compra na internet e voltarmos a acessar o mesmo portal ele já nos mostrará produtos iguais ou semelhantes à nossa última compra. Isso é bom ou ruim para o consumidor?

Voltamos à pergunta inicial: até que ponto estamos sendo vigiados para nosso agrado?

Em minha opinião, enquanto empresários nós estamos agradando nosso público-alvo, demonstrando a ele o quanto sabemos do seu gosto pessoal, estamos lhe oferecendo um atendimento personalizado, individualizado e, claro, um atendimento único.

Porém, enquanto consumidores nem sempre isso nos agrada, pois dependendo da situação ou da pessoa, esta “vigilância” poderá ser vista como uma “invasão” de privacidade. E se eu simplesmente estiver “passeando” estou pelo site e não quiser ser importunado com propaganda? Ou ao contrário, se eu estou pesquisando por melhores preços e, de repente, uma marca ou empresa me “reconhece” e lança uma publicidade “personalizada”?

Desta forma, a vigilância de comportamento depende muito da situação, do usuário e principalmente, do que se quer naquele momento e, também, dos hábitos comportamentais de cada indivíduo.

Fonte da imagem: produto.mercadolivre.com.br

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