11
jan
2012

Você é o que você compartilha?

Por Fernanda Sarate >>

Saímos do “mainstream”, da mídia de massa, para o “mystream”.

Cerca de  63,5 milhões de brasileiros têm acesso à internet, 35 milhões já estão no Facebook, estamos em terceiro lugar entre os que mais acessam o Google+. Números não faltam para atestar que estamos conectados. E que estaremos cada vez mais.

Neste momento, estamos no auge da Era das Relações Sociais, quando o que mais importa é conectar-se a outras pessoas e compartilhar conteúdo, bem como no apogeu da Era do Contexto Social, estágio no qual o conteúdo é direto e personalizado (mais informações sobre as Eras das Mídias Sociais em: http://www.ondaweb.com.br/blog/?p=16245).  Assim, nesta sobreposição de Eras, dois tópicos se sobressaem: se até pouco tempo a difusão e a transmissão eram palavras-chave, hoje conteúdo e compartilhamento roubam a cena.

Com a internet e as mídias sociais, quem era receptor encontrou espaço e ferramentas para virar também distribuidor e criador de conteúdos. Com isso, mais pessoas têm voz e sua própria “audiência” para falar sobre os assuntos de seu interesse. Saímos do “mainstream”, da mídia de massa, para o “mystream”.

Assim, torna-se essencial desenvolver estratégias de conteúdo para mídias sociais. Isso, mesmo que você tenha apenas perfil pessoal. Lembre-se que, cada vez mais, recrutadores estão consultando as mídias sociais em seus processos seletivos. As ferramentas estão cada vez mais fáceis de utilizar, o que, por vezes, pode oferecer tentações perigosas como, por exemplo, desabafos sobre problemas no atual emprego. Lembre-se, você pode compartilhar suas mensagens apenas com o grupo que você autorizar, mas ele pode também repassar suas mensagens para outras pessoas. É como o velho boca-a-boca.

E, mesmo que você não esteja buscando uma nova oportunidade de emprego, é importante avaliar o teor do conteúdo compartilhado, ainda mais nas mídias baseadas em geolocalização. Por exemplo, se você criou um Place no Foursquare para a sua casa, esta pode ser uma boa dica para pessoas com más intenções (sim, a tentação de se tornar mayor de sua própria casa é grande, mas é necessário resistir). Para chamar atenção a isso foi criado em 2010 o site “Please, Rob Me”. O site divulga quem está ou não em casa tendo como base posts nas mídias sociais.

Se até pouco tempo  muito se falava sobre invasão de privacidade, hoje também vive-se tempos de evasão da privacidade, através de um excesso de exposição – o que leva à outra consequência social: a hiper-informação.

Desta forma, antes de criar o seu novo post, avalie se ele é relevante para sua “audiência”, se será útil ou interessante, se a exposição gerada agregará ou não para seu capital social. Lembre-se, como diz Martha Gabriel: “Pessoas esquecem. A internet não”.

 

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