Por Maria Alana Brinker

Você conhece a WikiLeaks? Se não conhece, já deve ter lido ou escutado falar sobre esta organização nos últimos meses.

A WikiLeaks é uma organização sem fins lucrativos, sediada na Suécia, que publica posts de fontes anônimas, documentos, fotos e informações confidenciais, vazadas de governos ou empresas. Foi, oficialmente, lançada em 2007, é formada por grupos de voluntários de diversas áreas, colaboradores do mundo todo e dirigida pelo jornalista e ciberativista  australiano Julian Paul Assange. (Clique aqui e veja citações da WikiLeaks que mencionam o Brasil.)

Apesar do nome conter “Wiki”, a WikiLeaks não permite a colaboração de qualquer leitor. Para inserir ou alterar conteúdos, é preciso ter certas permissões. Por causa da origem do que é publicado, os colaboradores não precisam se identificar.

O sistema de colaboração anônima adotado visa diminuir o risco da transmissão de informações e possibilitar que o mundo todo colabore e, ao mesmo tempo, monitore o que está acontecendo em todos os países. “We believe that it is not only the people of one country that keep their own government honest, but also the people of other countries who are watching that government through the media.” (WikiLeaks Organization)

OBJETIVOS DA WIKILEAKS

Um dos objetivos da organização é aumentar a transparência na divulgação de informações, para criar uma sociedade melhor para todos os povos, diminuir a corrupção e fortalecer as democracias. “In the years leading up to the founding of WikiLeaks, we observed the world’s publishing media becoming less independent and far less willing to ask the hard questions of government, corporations and other institutions. We believed this needed to change.”  (WikiLeaks Organization)

POSICIONAMENTO

A WikiLeaks afirma não se posicionar como concorrente de outras mídias, já que apresenta um novo modelo de jornalismo; não é motivada pelo lucro, e tem cooperação de outras editoras e mídias ao redor do mundo. (Veja o perfil no Twitter.)

POR QUE A QUEBRA DE SIGILO JÁ É UMA REALIDADE BEM PRÓXIMA?

Redes sociais desse tipo, colaborativas e que visam a divulgação transparente de informações para tornar a sociedade mais informada, de certa forma já existem, se considerarmos que o Twitter e os Blogs são espaços onde é possível divulgar e monitorar o que pessoas físicas e jurídicas estão fazendo de certo ou de errado – apesar de ninguém ainda ter ido tão longe como a equipe de colaboradores do WikiLeaks, até onde eu sei.

Como diz Gil Giardelli, Ceo da Gaia Creative, “a colaboração virtual ajuda a promover a conscientização das pessoas também no mundo offline”, e não há como fugir disso. Vivemos na era da colaboração coletiva, e passamos de apenas receptores para produtores de conteúdo. Isso reforça ainda mais a teoria que aprendi na faculdade de Relações Públicas: trabalhar com a verdade e a transparência e investir no relacionamento com os stakeholders, seja pessoalmente ou nas mídias sociais, é uma obrigação para qualquer figura pública e empresa, seja ela do meio privado ou público.

Fontes:

WikiLeaks

Wikipédia

G1

Folha.com

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>> Veja também: A (falta de) Comunicação no Senado Federal.

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