Por Marina Alano >>

Os caçadores de tendências ou “cool-hunters” são profissionais oriundos de várias formações, e para tornar-se um é necessário ser ótimo observador e saber identificar novos comportamentos. 

O modelo de consumidor está se transformando constantemente. Tão constantemente que as empresas estão percebendo nessas mudanças de comportamento, tanto de compra como de atitude, algo essencial na concepção de seus produtos, serviços e campanhas publicitárias. Um exemplo disso é o crescimento das chamadas agências de tendências, que nada mais são do que empresas de pesquisa quantitativa especializadas em “caçar tendências”. Esse novo termo tem virado moda em meio a grandes marcas como Ericsson, Nívea, HSBC, Grendene, Adidas entre outras que perceberam no seu consumidor algo além do poder de compra.

O trabalho consiste em identificar manifestações comportamentais de diversos grupos, principalmente pessoas formadoras de opiniões e disseminadoras de tendências dentro da sociedade, e conduzir novos projetos, gerando insights e oportunidades de criação para as marcas.

ANTECIPANDO O FUTURO

O reflexo dessas mudanças se dá na busca do crescimento, pois cada vez mais as grandes empresas interessam-se em saber para onde as coisas estão caminhando. Antecipar o futuro e descobrir quais serão as novas atitudes viraram o grande diferencial competitivo do mercado atualmente.

Essas atitudes correspondem ao fato da sociedade estar em constante transformação, o mundo parece estar girando cada vez mais rápido. Dessa forma, grandes organizações elaboram estratégias com os olhos no futuro antecipando as formas de consumo.

Os caçadores de tendências ou “cool-hunters” são profissionais oriundos de várias formações, e para tornar-se um é necessário ser ótimo observador e saber identificar novos comportamentos. Seu objetivo é mapear o comportamento humano e transformar essas informações em forma de inspiração para as empresas.

Agências como a Box 1824, Mandalah , Lew  Lara , Voltage e Perspektiva partem do princípio que as mudanças da sociedade atual exigem esse novo “olhar” e compreensão do indivíduo por trás do consumidor. Abaixo você pode assistir a um vídeo muito interessante sobre o tema com João Paulo Cavalcanti, da agência Box 1824.

UMA NOVA VISÃO DO CLIENTE

O trabalho dessas agências destrói diversos paradigmas onde o consumidor era visto como um mal necessário. É tão significativo captar seus desejos que se faz preciso entrar em suas redes sociais, entender o ambiente em que vive e, dessa forma, traduzir todas as informações em um produto que terá determinado apelo.

Um dos principais motivos desse novo pensamento é a mudança do cliente, este personagem tão expressivo acompanhou as mudanças da sociedade e tornou-se mais consciente da sua importância no mercado. Muitas pesquisas demonstram que o fator “preço” vem agregado a outros valores de igual importância como status, ligação com a marca e qualidade do serviço. Desse modo, a busca pela maior ligação com seu consumidor é crucial e reflete em todos os setores de uma organização.

Philip Kotler profetizou há alguns anos que em uma década empresas que não colocassem o cliente em primeiro lugar não conseguiriam estar presente no acirrado mercado, seja qual for o segmento em que atue. Entender o cliente virou prioridade, entretanto, é cada vez mais difícil “seduzir”. Entre os erros mais recorrentes feitos pelas organizações está achar que sabe melhor do que ninguém o que quer o seu cliente. O consumo possui diversos motivos racionais, mas também muitos motivos irracionais, e estudar e entender essas razões faz todo o diferencial diante da concorrência. É lógico que por trás dessa grande mudança de conceitos por parte das empresas existe um fundo comercial, afinal, vivemos numa sociedade capitalista onde o consumo dita as regras, mas acredito particularmente que essas evoluções tendem a rumar para um bom caminho. Basta olhar para trás onde os calçados eram feitos apenas para certas numerações ou as roupas num determinado tamanho ao absurdo do cliente ter que se adaptar ao produto. É uma ótima noticia pensamentos como esses estarem perdendo espaço.

>> Veja também: Marketing de Relacionamento e CRM: descubra o que seu cliente realmente quer!

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