18
jul
2014

David Luiz, não diga que somos uma gente que sofre!

Por Maria Alana Brinker >>

Depois da Copa, todo mundo está falando daquilo que os brasileiros têm que aprender com o time de futebol alemão: espírito de equipe, humildade, bom planejamento, táticas, … Mas pouco ouvi as pessoas comentarem sobre inteligência emocional.

David Luiz nao diga que somos uma gente que sofreChorar, se emocionar faz parte das competições, para quem perde e para quem ganha. Ainda mais em uma tão significativa como a Copa do Mundo. Tá certo, o povo alemão é conhecido por ser mais frio. E nós, latinos, somos bastante conhecidos por sermos o oposto.

No caso da Seleção Brasileira de Futebol, um dos fatores que atrapalhou bastante o desempenho dos jogadores, além de tantos outros já elencados nos posts 4 LIÇÕES de RP para aprender com a seleção Alemã e A Copa e a bipolaridade brasileira, foi o despreparo emocional. Isso ficou muito claro em diversas situações, como: o exagero na comoção pela saída de Neymar depois da joelhada que ele levou nas costas, a reação (ou a falta dela) do capitão do time, Thiago Silva, para motivar a equipe no momento dos pênaltis no jogo contra o Chile, as inúmeras vezes que os jogadores brasileiros se irritaram com os adversários e todas as “ocasiões” em que eles faziam cara de desespero prolongado ao cair no chão para tentar marcar faltas. Vergonhoso, né! No jogo dos fatídicos 7×1 esse “jeitinho” foi por água abaixo. Claro, todos nós ficamos tristes com tal desempenho. Eu fiquei triste também! Afinal de contas, qualquer time está sujeito à derrota. Mas ver a Seleção levar 7 gols… Ninguém merece!

O que me chamou muito a atenção no final da partida foi escutar o zagueiro David Luiz dizendo: “… só queria dar alegria ao meu povo, à minha gente que sofre tanto…”. (Assista à declaração clicando aqui!) Dava vontade de dizer: por favor, David Luiz, não reforce essa imagem! Muitas nações também sofrem ou já sofreram no passado e isso deveria ser lembrado como algo que estimule as novas gerações a superarem os obstáculos, a irem para frente. Certamente a intenção dele, naquele momento de tristeza, foi nobre. Mas não concordei com o que ele disse. David queria, sim, alegrar o povo com a vitória. Mas uma “gente que sofre tanto” precisa mais do que uma vitória no futebol para ficar alegre por longo tempo. Precisa entender que estudar e desempenhar um trabalho com competência nos tiram do lugar de coitadinhos e nos colocam no lugar de protagonistas. Podemos até ser protagonista sofridos, mas seremos autores da nossa própria história.

Até agora pensamos em sofrimento somente em nível de Brasil. Então, pensemos nas nações que sofreram até há pouco tempo com guerras civis, holocaustos e ditaduras e não se posicionam como sofredores, mas como lutadores. Essa é a motivação que o Brasil precisa ter. Precisamos olhar para as dificuldades e mudar nossa maneira de pensar. Sofre é uma coisa. Carregar a imagem de “coitado” é outra bem diferente.

TÁ, E A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL?

A inteligência emocional está justamente em nos colocarmos como protagonistas daquilo que fazemos e termos consciência das consequências de nossas ações ou da falta delas. Parece até redundante isso que eu escrevi, mas se pararmos para pensar na raíz de algumas situações que nos irritam no dia a dia veremos que colaboramos para que elas aconteçam. Quer ver?
Perdeu o ônibus? Saia mais cedo de casa.
Entregou um trabalho com erro de ortografia? Revise ou peça para alguém revisá-lo da próxima vez.
Foi mal na prova? Estude mais e melhor.
Está sobrecarregado no trabalho? Converse com seu chefe (com jeito). Talvez dividir suas tarefas melhore seu desempenho.
Não consegue acordar cedo? Durma mais cedo.

Tem problemas de relacionamento com um colega? Vá conversar com ele.
Tudo é uma questão de como encaramos as coisas e das escolhas que fazemos. Ficar apavorado, chorar são formas saudáveis que encontramos para extrapolar nossos sentimentos. Mas temos que ter consciência de que elas não farão as coisas mudarem. Apenas o nosso comportamento fará diferença.

Nesse artigo da Revista Exame você encontra 9 situações para usar a inteligência emocional a seu favor: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/9-situacoes-para-usar-a-inteligencia-emocional-a-seu-favor?page=2

Fonte da imagem: http://esportes.r7.com/blogs/cosme-rimoli/files/2014/07/1afp1.jpeg

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