Por Daniele Seibt >>

Economia criativa: o que a comunicação tem a ver com isso?No meu último post, propus que refletíssemos sobre o valor da comunicação na hipermodernidade e como ela precisa se adaptar às constantes mudanças impostas pela era da fluidez e do movimento. Concluí o texto afirmando que é preciso reinventar e nunca perder a capacidade de refletir a comunicação, pois sempre haverá novas perspectivas para o nosso trabalho. E eu venho seguindo firme nesse propósito.

Na próxima semana, estarei participando do 10º Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e Relações Públicas – ABRAPCORP, evento que tem como tema central a Economia Criativa e onde teremos um espaço dedicado a discussões sobre esta que se apresenta como a era da criatividade, do conhecimento, do capital intelectual como diferencial competitivo. Como a comunicação vai se comportar neste novo cenário e quais contribuições seremos capazes de produzir aos negócios e às organizações serão a pauta das nossas atividades.

A Economia Criativa ainda não é um conceito muito popular no Brasil, mas já conta com pesquisadores de prestígio em outros países. Sua essência está ligada ao potencial individual ou coletivo para produzir bens e serviços criativos com valor econômico, ou seja, inovadores e com potencial para o mercado. Segundo dados do Relatório de Economia Criativa 2013 (que você pode olhar aqui), elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), a economia criativa se tornou uma poderosa força transformadora no mundo de hoje. A publicação destaca ainda que criatividade e inovação humana, seja individual ou coletiva, se tornaram a verdadeira riqueza das nações no século 21.

Especificamente relacionada à comunicação, conforme estudos já iniciados pela Abrapcorp, espera-se que a inovação proporcionada pela Economia Criativa lance alternativas que saiam do lugar comum, por meios e linguagens que promovam um novo olhar sobre a criação e a recepção da produção simbólica na contemporaneidade.

Experimentamos hoje uma realidade de crises permanentes – de imagem, de valores, de recursos –, e é neste cenário que precisamos atuar, sempre buscando o equilíbrio das ações organizacionais no dia a dia do fazer comunicacional.

O fato é que estamos em um período de constante aprendizado e precisamos discutir as temáticas emergentes para garantir os melhores resultados para as nossas práticas. A Economia Criativa é a bola da vez. Com a introdução dessa nova perspectiva, certamente estaremos mais próximos de atingir as necessidades da sociedade atual, construindo estratégias mais eficazes para enfrentar as dualidades dos tempos hipermodernos.

Para quem quiser conhecer um pouco mais sobre o que a academia vem produzindo a respeito desta temática, a Revista Organicom produziu um número especial sobre Comunicação e Economia Criativa. Está disponível online, no link http://revistaorganicom.org.br/sistema/index.php/organicom. E tá bem legal!

Fonte da imagem: http://www.fapema.br/cie/index.php?option=com_content&view=article&id=351:ibict-promove-eventos- sobre-inovacao- e-economia- criativa&catid=3:gerais&Itemid=41

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