15
out
2012

FIC 2012 debate a Economia Colaborativa

Por Fernanda Sarate >>

Na semana que passou ocorreu o Fórum de Internet Corporativa 2012 (FIC). Este, que é um dos maiores eventos de internet do país, trouxe como tema a Economia Criativa.

Para falar sobre este tópico tão interessante e atual, faltou tempo. O evento contou com palestras e palestrantes de peso e de perfis variados como a Patricia Paes, da Tecnisa e o Cristóvão Loureiro que estudou na Singularity University – conhecida como a universidade da NASA.

A programação iniciou com a fala de Dorly Neto, apresentando um painel geral sobre a economia colaborativa e sua empresa, a Benfeitoria. Dorly compartilhou uma das frases mais marcantes do FIC: “Para todos ganharem, ninguém precisa perder.” Esta é a essência da economia colaborativa. Ele defendeu, ainda, que as trocas geram valor compartilhado para a sociedade.

Em seguida, Marina Miranda, da Mutopo Brasil, apresentou alguns cases defendendo que as tecnologias sociais estão mudando comportamentos, empresas e sociedade. Entre os cases apresentados, Marina trouxe a Giffgaff, operadora social de serviços para celular. Uma peculiaridade é que a empresa possui apenas 25 funcionários e não tem um serviço de atendimento ao cliente convencional – este atendimento é realizado pela própria comunidade, que responde dúvidas e interage em troca de créditos da empresa. Se isso dá certo? A maior parte das perguntas é respondida em até três minutos, por diversas pessoas, indicador bem mais interessante que o de diversas empresas que possuem seu próprio serviço de atendimento. E por que as pessoas participam de iniciativas como esta? Marina apresenta alguns motivos: por dinheiro, experiência, doação ou reputação.

Trazendo um pouco da visão de agência, Rafael Castro, da Agência Click, compartilhou sua experiência com o AirBnB, quando foi para o evento Picnic – considerado o maior festival de criatividade, inovação e colaboração da Europa (em Amsterdã), e precisou alugar um apartamento na cidade sem conhecê-la. O AirBnB é considerado a “imobiliária” que mais cresce online e já está presente, incluise, no Brasil.

Castro contextualizou a economia criativa como um caminho para o problema de o dinheiro não ser um meio e, sim, um fim, em diversas atividades econômicas. Além disso, ressaltou que para se extrair valor de qualquer coisa, antes, é preciso gerar valor. Para finalizar, apresentou alguns cases da agência e um vídeo emocionante, We Love You – Iran e Israel, que fala por si, mostrando a ação de um cidadão de Israel em favor da paz.

Na sequência, Cristóvão Loureiro, falou sobre sua experiência na Singularity University que foi criada com o objetivo de preparar líderes de todo o mundo para os avanços das tecnologias exponenciais e utilizar este conhecimento para ajudar a resolver problemas da humanidade. Os projetos são criados em um campus dentro da NASA, no Vale do Silício, e têm o suporte de empresas como Google e Apple. Para Cristóvão, esta experiência gerou a empresa Nativoo, que auxilia turistas a traçarem roteiros de viagem diferenciados, incluindo, por exemplo, visita a projetos sociais na cidade de destino. Conforme o palestrante, hoje os negócios precisam resolver problemas das pessoas.

Luis Felipe Gheller apresentou sua empresa, a Vakinha, empresa gaúcha criada para organizar e gerenciar as tradicionais vaquinhas realizadas pelas pessoas. Hoje, o site atende também causas sociais – há diversas ONGs que cadastram suas demandas.

Em seguida, Patrícia Paes, Gerente de Marketing e Comunicação da Tecnisa, apresentou algumas ações da empresa, que está presente em mais de dez canais online, justificando que isso só é possível a partir do fato de a empresa ser aberta e primar pelo relacionamento com seus stakeholders. A empresa lançou o www.tecnisa.com.br/consumocolaborativo, site com informações gerais sobre o consumo colaborativo e ações da empresa com este foco. Entre elas o Fast Dating, encontro de 20 minutos entre a Tecnisa e startups que queiram apresentar seus produtos, serviços ou ideias inovadoras que poderiam ser aplicadas ao negócio da Tecnisa. A partir desta ação, por exemplo, surgiu uma parceria para oferecer aos futuros donos de um edifício da empresa o car sharing, assim, os clientes terão, sem custo, um carro compartilhado para todos do condomínio. Patrícia ressalta que a empresa não é obrigada a realizar ações como essa, que não o faz por convenção e, sim, por convicção. Este é o princípio recomendado por ela para este novo contexto de economia colaborativa.

Fonte da imagem: designcolaborativo.blogspot.com

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