O relações públicas paulista Fábio Procópio já tem no currículo uma experiência internacional. Foi em Bogotá, na Colômbia, que ele trabalhou para a VivaReal, startup do Vale do Silício nos Estados Unidos, como RP e Community Manager. Entre suas atribuições, estavam assessoria de imprensa, planejamento de comunicação online, produção de conteúdo para blogs e redes sociais, métricas, SEO, relacionamento com clientes e parceiros e linkbuilding. Quando foi contratado, as expectativas da diretoria contratante eram distintas do enfoque de planejamento integrado de comunicação que ele tinha aprendido em sua formação na UNESP-Bauru finalizada em 2010, resultado das diferenças teóricas da área nos dois países. “Com muitas conversas e com as experiências na prática, fomos modelando um novo tipo de trabalho, e eles viram qual realmente pode ser a contribuição do profissional de RP brasileiro para o fortalecimento e difusão do negócio deles”, conta.

Procópio foi parar lá após ver o anúncio da vaga no Twitter. Interessado pelos pré-requisitos divulgados, como espanhol fluente (que ele havia conquistado após intercâmbio de 12 meses no México) e experiência em mídias sociais (talhada dentro de dois antigos jobs já executados por ele no início da carreira). A partir daí foi enviar currículo e participar de entrevistas por Skype e telefonemas convencionais com três pessoas diferentes. A empresa então sondava as reais motivações do candidato para fazer parte de uma equipe jovem e para atuar na Colômbia. Segundo os diretores, profissionais com mais de 10 anos de mercado concorreram ao mesmo posto, e seu blog (veja mais em http://fabioprocopio.com) pesou de maneira positiva na escolha, tendo sido assunto de várias conversas. O desprendimento do candidato ficava evidente, afinal ter cursado RP longe da cidade natal, com todas as demandas de vida decorrentes, e ter passado um ano no México, além do convívio com diferentes pessoas, foram pontos interessantes. E acrescenta: “não me senti defasado em relação a conteúdo e técnicas a implantar na empresa. Pelo contrário, minha formação em RP voltada para o lado humanístico auxiliaram no convívio com os colegas. Via claramente as teorias de sociologia, psicologia e antropologia em aplicação. Era incrível poder analisar aquele comportamento inserido em outra cultura”.

Ele continua prestando assessoria ao VivaReal, mesmo depois de sua volta ao Brasil. A Colômbia lhe pareceu um país um pouco desestruturado em se tratando de comunicação, afora que há uma vinculação muito grande com marketing e não se vê a formação em RP.

OBS: este post faz parte de uma ação coletiva entre vários blogs para comemorar o Dia Interamericano de Relações Públicas, marcado em 26 de setembro de cada ano por conta da data de fundação da FIARP, hoje Confederação Interamericana de Relações Públicas/CONFIARP. Foram entrevistas realizadas via internet pelo RP Rodrigo Cogo, do portal www.mundorp.com.br, e compartilhadas agora.

Ontem, o blog Ser.RP publicou “Histórias de RP pelo mundo: o início de carreira de Célcia Chilaúle”. Amanhã, dia 16 de setembro, você pode ver mais um breve relato de profissionais da área no blog RedeRP, com o post “Histórias de RP pelo mundo: o apelo internacional de Cassandra Brunetto”.

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  • Parabenizo a iniciativa do Rodrigo Cogo em homenagear o Dia Interamericano de Relações Públicas contando essas histórias. Elas servem muito para que nós, RPs brasileiros, enxerguemos, através do ponto de vista de outras pessoas, como a profissão pode ser encarada em diversos contextos. Adorei conhecer as histórias da Célcia Chilaúle e do Fábio Procópio, e já estou curiosa para saber como serão as próximas.